segunda-feira, 14 de junho de 2010

12 de junho

Pra todos os brasileiros, é dia dos namorados.
Pra mim, é o dia dele.


segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ah, como eu queria...

Eu queria ser importante. Eu queria subir naquele palco depois do show de sexta-feira e dizer "Parabéns, meninos! A partir de amanhã, a música de vocês vai tocar em todas as rádios! Não importa se quem ouve é só o dono ou se atinge milhares de pessoas. É uma rádio? Lá estará a música de vocês! E preparem-se! Em duas semanas, vocês vão se apresentar no programa daquele narigudinho no sábado e no do ex-gordinho no domingo. E ainda nesta semana vamos editar as imagens do show e liberar o clipe, que certamente vai entrar direto no top10 das principais paradas da TV. Já fizeram as malas? Porque a turnê nacional começa em poucos dias... Vamos lá, meninos! Vamos mostrar pro Brasil inteiro todo o talento que o pessoal aqui do Centro Oeste mineiro já conhece!"
Sim... eu queria muito ser importante... Porque a única coisa que falta pra eles, é alguém importante, cheio de contatos, pra apresentar pra este país uma grande banda de rock.
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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Um dia qualquer

Aquele dia foi tão cansativo... mil coisas pra fazer, mil roteiros pra criar (e outros mil pra alterar). Eu tinha contas pra pagar, sujei a blusa na hora do almoço e bati o joelho na quina da mesa. Aquele dia não foi só cansativo. Foi um daqueles dias que poderiam ter acabado antes de começar.
Saí do trabalho no piloto automático - cabeça na lua, pensando que tudo que eu queria era chegar em casa, tomar um bom banho e me encaixar nos braços dele. Foi aí que lembrei de um detalhe que fez o dia ficar ainda mais chato: a gente só iria se encontrar depois das 23h. E ainda eram 19h! Ele tinha aula naquele dia...
E foi atravessando a rua, passando pelos carros e pelas pessoas com a cara mais emburrada que eu sei fazer, que vi aqueles olhos... aquele sorriso... No meio do caos cotidiano das 19h, quando todo mundo tem pressa, buzina ou corre atrás do ônibus, aquele sorriso me fez acelerar os passos e trocar minha cara emburrada. E quando ele me abraçou, parecia que sabia que era exatamente daquilo que eu precisava. Ele me soltou, olhou nos meus olhos, disse "preciso ir" e me deu beijo. Eu sorri um sorriso de alegria, de alívio. Um sorriso de saber que, se ele pudesse, daria meia volta e iria comigo pra casa. Um sorriso de quem ganhou um abraço que transformou um dia dispensável em um dia inesquecível.
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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Eu REALMENTE odeio quando quem eu amo vai embora...


Foi a melhor festa de despedida EVER! Pena que não tenha sido só uma festa... tinha que ser de despedida? O que sinto é conflitante. A alegria de saber da felicidade de vocês e a tristeza de não ver mais esses sorrisos todos os dias são os sentimentos que estão sentados comigo agora, aqui neste computador.
Desejo a cada um de vocês todas as coisas maravilhosas que um ser humano pode vivenciar. Desejo que a gente ainda tenha festas como a de terça - pra sentar no chão de tanto rir, pra tirar fotos engraçadinhas, pra abraçar, pra dançar, pra fofocar, pra refletir sobre as situações mais estranhas da vida (e depois morrer de rir porque estávamos seriamente refletindo sobre isso). E claro, desejo que nossas próximas festas não sejam de despedida.
Amo vocês... amigos!

♫ É só isso... Não tem mais jeito... Acabou, boa sorte!
Não tenho o que dizer... São só palavras...E o que eu sinto não mudará ♫


segunda-feira, 24 de maio de 2010

You're my safest place to hide...


It seems like yesterday when I said I do
And after all this time my heart still burns for you
[i love you]
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terça-feira, 18 de maio de 2010

Dois anos de casados ♥

Quase não fui àquela festa. Tinha ido passar a tarde na casa do meu tio, em Formiga, porque minha avó estava lá. E por pouco não perdi o último ônibus de volta pra Arcos daquela quarta-feira. A festa começou cedo, como geralmente acontecia com as festas de meio de semana daquela turma que estudava na parte da manhã. Era pra ser uma festa pro pessoal da nossa sala, pra inaugurar uma nova república. Mas, como sempre, veio muita gente de outras salas, de outros cursos, de outras cidades. E ele veio. Veio com um amigo que eu mesma tinha convidado. Quando o conheci, eu segurava um copo de bebida e ele segurava cadernos – eu estava na festa, ele estava indo pra faculdade. Fiz o convite “voltem pra cá depois da aula!”. Eles aceitaram. Voltaram. E assim, sem nenhum esforço, simplesmente aconteceu: passei a noite toda conversando, rindo, me divertindo muito. Com ele. Praticamente não vi as pessoas da minha sala, de outras salas, de outros cursos ou de outras cidades. Ele me envolveu... prendeu minha atenção a noite toda. Me deixou em casa, deu um abraço e partiu, depois de um “foi um prazer te conhecer”. A gente passou a se encontrar com freqüência, atravessando a rua, entrando ou saindo da faculdade, entrando ou saindo de barzinhos. E assim foi por uma semana. Até que a gente percebeu que eram encontros demais, coincidências demais, afinidades demais. E veio um beijo. E outro. E muitos outros. E depois daquele beijo, nos tornamos inseparáveis. Simplesmente não dava mais pra imaginar os dias sem ele. Tudo era tão mais fácil e tão mais certo quando ele estava ali. E os dias se tornaram semanas, meses, anos. E há exatos dois anos, dissemos “sim, eu aceito”, na frente da nossa família, dos nossos amigos e de Deus. E até hoje, todos os dias se parecem com aquela quarta-feira de abril de 2003: ele me envolve... e prende toda a minha atenção.
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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Férias


Esperei tanto pelas férias... e hoje já é o último dia [sábado e domingo é final de semana... já não conta!]! Por que é que os dias daquela semana cheia de trabalho, da qual a gente tem quase certeza de que não sai vivo, não passam assim tão depressa?
Planejei muito... e fiz pouco do que havia programado. Aproveitei muito... dormi menos do que havia imaginado. Teve chuva na praia e sol dentro do apartamento. Teve a melhor viagem BH-Furnas de todos os tempos. Teve água gelada que, mesmo arrepiando, convidava a entrar. Teve final de semana na roça, com picadas de pernilongo, carambolas, mexericas e abraços apertados dos sobrinhos. Teve mar de ressaca, com ondas de 3 metros, na primeira viagem além-Minas no nosso carro. Teve passeio sem pressa pelas ruas de BH em plena quarta-feira, enquanto todo mundo tava trabalhando. Teve reunião de família em casa e sessões de piadas sobre todos os assuntos que surgiam na mesa. Teve reunião de família num barzinho e foto do tio que nunca bebe com um copo de chopp na mão. Teve dias de ficar longe, que pareceram tão intermináveis quanto aquelas semanas do começo desse texto. Teve os dias de ficar perto, tão impagáveis quanto o por do sol da última terça - simplesmente o mais lindo que já vi. Teve road trip na ida e vôo na volta. Teve uma amizade virtual se transformando em abraço. Teve crise de riso no meio do filme de terror e mais riso ainda quando era uma comédia. Teve tanta coisa, que nem parece ter sido só um mês. Passou tão depressa, que parece ter sido só uma semana.

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