quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Backstreet Boys Cruise - Dia 3

Era um dos dias mais esperados. O dia da Beach Party. O dia de pisar num pedacinho do México. O dia das bebidas e comidas “grátis” e o único dia em que usei biquíni – não era o esperado pra quem faz um cruzeiro, mas foi o que aconteceu! De pé, de biquíni e com a bolsa de praia, fomos pra nossa mesa no Deck9, tomar café da manhã com o Howie ;) Ok, ele estava em outra mesa, mas é que a gente já tinha se acostumado tanto, que parecia que estávamos juntos! Nossa turma fazia parte do Grupo 1, que sairia do navio às 12h45. Nos reunimos no Palladium e, em terra firme entramos em um dos 5 ônibus que nos levariam até o Playa Mia Resort.

O lugar era a tradução da palavra paradisíaco. Uma praia particular lindíssima, com areia fininha, coqueiros e a água mais azul que já vi na vida. Juntamos algumas mesas, ajeitamos nossas bolsas e deixamos algumas japonesas de boca aberta com os nossos biquínis – não, não eram biquínis indecentes... eram biquínis brasileiros! Várias mesas aglomeradas embaixo da tenda denunciavam onde eles ficariam – e logo várias fãs ocupavam o entorno do lugar. Manny, nosso amiguinho-segurança-do-corredor-do-deck7 nos contou por onde eles chegariam, e ficamos de olho. Eles entraram, e eu estava bem perto da escada que os levava até a sacada de uma “casinha” ao lado do palco. AJ, Nick, Howie, famílias, Jen e Justin 1 e 2 subiram as escadas, enquanto eu vi que o Brian deu a volta e, junto com “os agregados”, foi pra um lado um pouquinho afastado da praia. Eles se aconchegaram nas cadeiras de praia, enquanto as crianças foram direto pra água. Eu parei e fiquei conversando com o Drew por alguns minutos, até que decidi pegar minha câmera pra tirar algumas fotos do lugar. Foi com a câmera na mão que olhei pra onde estava minutos atrás e vi que o Brian se aproximava. Fui novamente pra lá, e vi quando ele negou uma foto a uma garota, dizendo que precisava comer alguma coisa, mas voltaria logo. Percebi que uma foto não adiantaria pedir... então, sozinha ao lado dele, eu apenas disse enquanto ele passava “oi, Brian! Tudo bem?”. E ele, que tinha uma tatuagem removível de um coração BSB no pescoço, respondeu “tudo bem” e disse que estava com fome, em meio àquele sorriso enorme que quase nunca sai do seu rosto. Conversei um pouco mais com o Drew e voltei pra junto das meninas, logo abaixo da varanda onde eles estavam – agora, todos eles, inclusive o Brian. Depois de piadinhas, risadas e Nick molhando as fãs com um revólver de água, eles desceram e foram para o palco.De repente, uma surpresa: a Lulli, que não iria na Beach Party.. apareceu! O sorriso enorme no rosto e as mãos tremendo denunciavam algum "backstreet envolvimento" ali. E tinha, claro. Ela ganhou o ingresso. Ela ganhou o ingresso da Lauren e do Nick. Pois é. E ainda foi pro resort no ônibus deles, e subiu naquela varandinha que fez as vezes de área VIP. Era mais um golpe dela, a sorte, que ficava ali, rondando a nossa turma.

Anunciaram diversão – opa! A gente já sabia! – e jogos de praia com as fãs. Escolhidas aleatoriamente pela staff da Rose Tours, algumas fãs subiram no palco pra jogar Twister com os boys. Foi muito engraçado. Como era de se esperar, os comandos do jogo deixaram os competidores em posições inexplicáveis – e, muitass vezes, embaraçosas! – o que rendeu ótimas risadas. Depois do jogo, as fãs desceram do palco e, enquanto AJ e Nick corriam para um mergulho no mar [seguidos por dezenas de fãs!], eu, Fabi, Fran, Karen e Luli ficamos curtindo o som do DJ, enquanto as outras meninas da turma estavam mais perto do palco observando cada movimento do Brian e do Howie. E foi de repente que senti alguém me cutucando. Fiquei surpresa quando vi quem era: Kevin, aquele segurança enorme e mal educado que me negou a pulseirinha VIP na International Luv Party. Olhando pra mim como quem pergunta “que horas são?”, ele disse “quer subir no palco pra jogar com os Backstreet Boys?”. Hummm... que pergunta difícil... que dúvida... NOT! “É claro”, respondi, entregando minha câmera para as meninas e acompanhando o tal Kevin até a lateral do palco. Encontrei garotas de diferentes lugares, todas tão empolgadas quanto eu, e fiquei curiosa... qual seria o jogo? Elas respondiam “limbo! Do the limbo” e eu só conseguia pensar “que raios de limbo vocês estão falando?”. Foi quando uma das meninas me mostrou, com movimentos corporais impossíveis de se confundir, qual seria a brincadeira: dança da cordinha. Cheguei a me arrepender de ter aceitado aquele convite por alguns segundos... Eu? Dança da cordinha? Com os Backstreet Boys? Foi quando vi a Eda e a Ale do meu lado, perguntando o que eu estava fazendo ali. “To na fila! Vou subir no palco pra jogar!”. E a Ale, uma das pessoas mais engraçadas que eu já conheci, respondeu “eu também vou”, enquanto entrava na fila ao meu lado, depois de perceber que ninguém estava olhando. Comecei a rir e pensei “então já que vamos pagar esse mico juntas... eu topo!” Fomos chamadas. Com um pouco de vergonha e muita empolgação, subimos naquele palco improvisado, já dando início à nossa crise de riso enquanto as meninas da turma nos viam ali e acenavam, gritando “Quel! Ale! Minhas amigas! São minhas amigas!”. Brian de um lado, Howie do outro, cada um segurando uma extremidade de um pedaço de pau – ok, acho que “dança da cordinha” poderia ali ser chamada de “dança da varinha” ou coisa do tipo. Enquanto algumas meninas usavam todo o seu gingado e, digamos, “charme” pra passar ali embaixo, Ale e eu ríamos muito. Estávamos nos divertindo. Eu aproveitei pra fazer uma horinha, e trocar mais algumas palavras com eles. Minto. Com ele... desculpa, Howie querido do meu coração... mas eu ficava conversando era com o Brian! Ele conversava, ria, dava conselhos sobre como passar ali embaixo. Ficamos ali nesse passa-não passa por uns bons 10 ou 15 minutos, e depois foi a vez do Brian e do Howie dobrarem os joelhos. O jogo acabou e a Jen nos contou qual seria o premio: um abraço. Um abraço no Brian e um no Howie. Eba! Mais abraços! Enquanto as meninas se jogavam e distribuíam leves braçadas nas outras, querendo chegar mais rápido até eles, eu fiquei rondando, observando, rindo... Até que chegou a minha vez: primeiro abracei o Howie e logo depois, mesmo com os seguranças dizendo que tínhamos que descer do palco, cheguei até o Brian e ganhei dele um abraço, que fez valer qualquer mico que eu poderia ter pago ali em cima daquelas mesas aglomeradas em forma de palco.

Desci junto com a Ale, morrendo de rir, e corremos em direção às nossas amigas, que estavam super felizes, mostrando fotos e filmes que fizeram enquanto estávamos lá em cima. A sorte das brasileiras não tinha fim, e a Gah foi escolhida para o próximo jogo – pelo próprio Nick! Enquanto team AJ e team Nick brincavam de cabo de guerra na beira da praia, eu fui de novo em direção àquela parte mais privada e menos movimentada do lugar, e encontrei Brian, Howie e DJ Lani jogando volley com algumas fãs. Eu sou péssima em praticamente todos os esportes, então nem arrisquei pedir “de fora” naquela partida. Preferi ficar ali batendo papo com o Drew, tirando algumas fotos e observando, sem pensar que nunca na vida poderia imaginar ficar ao lado do Brian enquanto ele fazia um saque. Infelizmente, a hora de ir embora chegou tão rápido quanto aquele por do sol incrível, e tivemos que recolher nossas coisas pra voltar pro porto. A farra dentro do busão deu até dor no maxilar. Era impossível parar de rir! Depois de fazer compras nas lojinhas do porto de Cozumel, voltamos ao navio, prontas pro próximo evento: Shining Star Karaokê Night. Simplesmente sensacional.

Dos nossos acentos na fileira CC vimos fãs cantando junto com os meninos, que dançavam, riam e se divertiam muito. Cada apresentação foi especial e única... e acho que presenciei ali um dos poucos momentos de “realidade” dessa viagem. Não sei explicar como ou porque, mas, em quase todos os momentos, eu não conseguia pensar “meu Deus, o que está acontecendo?”. Eu simplesmente observava, aproveitava, vivia aquilo. Naquela noite, não sei porque, foi diferente. E em alguns momentos eu me vi com lágrimas nos olhos, pensando se era real. Lutando contra o sono que era quase mais forte que eu depois de 3 noites mal dormidas e um dia de muito sol, eu ri, chorei, cantei, dancei e aproveitei cada segundo de uma noite inesquecível.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Backstreet Boys Cruise - Dia 2

A parada em Key West estava marcada para as 7h30 da manhã. Levantamos cedo e fomos direto para o Deck 9 – queríamos, de novo, encontrá-los no café da manhã! Howie não desapontou: estava lá, a duas mesas da nossa, tomando café com a família. Sempre simpático e fazendo valer seu apelido “Sweet D”, ele parou e tirou fotos com aquelas fãs cheias de olheiras por terem ido pra cama tão tarde e se levantado bem cedo pra terem a oportunidade de estar ali.


Ainda ficamos um pouco mais no restaurante, na esperança de que mais alguém se levantasse cedo e fosse atender aos pedidos de um estômago vazio. Mas o único que, como nós, se levantou bem cedo, foi o Howie. Sempre em turma, descemos do navio e subimos naquele trenzinho que nos levaria até Key West – aquela cidadezinha linda que mais parecia cenário de filme americano. Lembro de rir quando uma das meninas disse “daqui a pouco sai o Tony Ramos dali, gente! Isso tá parecendo estúdio do Projac!”. Passeamos e tiramos fotos naquelas ruazinhas cercadas por casinhas de madeira, mas nossa cabeça ficou no navio. Logo entramos na fila e, mais uma vez, nos sentamos naquele trenzinho – agora pra voltar ao porto. Entramos e fomos para um dos nosso lugares favoritos – o restaurante do Deck 9! Foi chegando lá que uma menina, com cara de quem dormiu tanto quanto eu, passou correndo por mim dizendo que o Brian estava jogando golfe. Não entendi porque ela corria para o lado oposto da pista de golfe, mas decidi subir até o Deck 10 e ver o que aconteceria. E quando subi, lá estava o Brian, jogando golfe com o Baylee e seus sobrinhos, enquanto uma Leigh vaidosa protegia os cabelos, para que não ficassem atrapalhados por causa do vento. Além de mim, algumas outras poucas fãs observando aquela cena e um senhor desavisado tinha que se desviar de nós enquanto tentava fazer sua corrida matinal na pista de cooper.

Avistei o Drew perto da escada e me aproximei. Perguntei se ele se lembrava de mim, e ele disse que sim, super simpático. Então questionei se ele achava que eu poderia tirar uma foto com o Brian ali em cima, e a resposta que ouvi não poderia ter sido melhor: “assim que ele acabar de jogar, você tira, pode ser?”. Claro! Claro que poderia ser! O que seriam alguns minutos para alguém que já havia esperado 14 anos? Enquanto eu esperava, pude ficar observando, ali, bem de pertinho. Então a Leigh apareceu, me cumprimentou e conversamos rapidamente sobre a Wylee. E fiquei ainda mais feliz quando algumas das minhas amigas chegaram. Fabi, Lulli, Rach e Taty. Estávamos juntas mais uma vez, em mais um momento inesquecível. Havia chegado a hora. Eu iria, finalmente, tirar minha foto com o Brian. Depois de tantos anos esperando, imaginando se isso seria um dia possível, o momento estava ali, bem na minha frente. Aproximadamente 10 fãs esperavam que ele descesse as escadas pra que pudessem, como eu, tirar uma foto. Não corri em direção a ele, não fui a primeira nem a última a abraçá-lo e minha foto provavelmente não é diferente das outras que foram tiradas ali. Mas só eu sei o que aquele click significou. Só eu sei o que vou lembrar sempre que olhar essa foto. Só eu sei o quanto eu esperei e sonhei com aquele momento. Só eu sei o quanto aquele sorrisinho valeu a pena. Abracei o Brian, sorrindo, e olhei pra câmera na mão da Fabi. Consegui minha foto. Eu tinha uma foto com o Brian. Agradeci, ele disse “you’re welcome” e se preparou para a próxima foto, com a próxima fã.


E eu saí dali, meio sem pensar, indo em direção à Leigh e ao Baylee, que estavam logo à frente. Ela, a miss simpatia, tirou mais fotos com a gente, conversando e rindo, sempre de olho no maridão. Quando todas as fãs tiraram suas fotos com o Brian, eles desceram e foram para suas cabines. Eu e as meninas fomos encontrar o resto da turma naquela que já era a nossa mesa no restaurante do Deck 9. Eu estava tão feliz! Mais uma vez, os músculos do meu rosto se contraíam num sorriso impossível de domar. Só parei de sorrir ao ver a tristeza da Taty que, sem querer, apagou a foto que tinha acabado de tirar com o Brian. As lágrimas nos olhos dela nos fizeram calar, mas a sorte que tínhamos tido até ali me fez ter segurança pra afirmar que ela conseguiria, sim, outra foto com ele. Depois de muita limonada, chocolate quente, cereais, pães e bolos, era hora do “evento Backstreet Boys” do dia, no Palladium: This Is Us Questions & Answers. Logo depois de sentarmos nas poltronas da fila CC, os meninos entraram no palco e chegaram suas poltronas pra mais perto das fãs. Eles ficaram em cima do palco, sentados [na maior parte do tempo, quando não se levantavam para fazer uma gracinha ou outra!], respondendo as perguntas escolhidas. Fiquei muito feliz ao ver que as perguntas de duas amigas faziam parte daquele evento – Sil e Shmoo – e, mais uma vez, não conseguia parar de rir daqueles Backstreet Palhaços, que fazem piada de tudo. Quando o Nick disse que estava com fome, a imagem da nossa mesinha no Deck 9 veio à mente, e sabíamos bem pra onde ir ao sair do Palladium. Não sei exatamente quanto durou o Q&A, mas acho que ficamos ali bastante tempo, pois foram muitas perguntas e muitas respostas.

Saímos e pegamos o elevador para o Deck 9. Minutos depois, a Rê apontou o outro lado do restaurante, onde, segundo ela, o Nick tinha acabado de passar. A gente se levantou e, como quem não quer nada, fomos pra pizzaria. A Rê apontava, mostrava, falava “ail, gente!”... e nós não víamos o Nick! Não, não porque tinha muita gente... não tinha quase ninguém! A gente simplesmente não conseguia enxergar o Nick! Cheguei a ficar brava com a Rê, dizendo que aquela era uma brincadeira sem graça, e afirmando que o Nick não estava ali. E ela, com aquela carinha fofa, falando “eu juro! Ele tá ali, gente! Olha!”. E então a gente viu. Conseguimos identificar o Nick numa rodinha de quatro ou cinco rapazes de camiseta branca! Algumas fãs rodeavam o loiro, mas pareciam ter um certo receio em se aproximar – seria pela fama de grosso do Nick? Eu esqueci da fama, esqueci das outras pessoas e, por alguns segundos, acho que me esqueci até de olhar se as meninas estavam perto de mim ou não: com a câmera pendurada no pescoço, andei em direção a ele. Foi quando Nick e Mike [segurança] foram para o outro lado, tentando fazer o pedido da pizza pela entrada dos funcionários, onde ninguém poderia “fingir” pedir uma pizza só pra ficar por perto. Eu me aproximei e disse oi. Nick, que fazia o pedido ao pizzaiolo, nem olhou pro meu lado, enquanto Mike me disse que ele não tiraria fotos naquela hora, porque iria comer. Talvez, uma foto depois. Foi então que eu fiz minha melhor cara de gatinho do Shrek, reuni todo o meu conhecimento cara de pau e disse “mas eu não vim tirar foto! Vim só falar oi!”. Mike olhou pro Nick, que já tinha terminado de fazer seu pedido e se virou pra mim, com um sorriso digno de photoshoot, e me disse “oi! Tudo bem?”. Eu sorri e o Nick me abraçou. Eu respondi que estava tudo bem, e só tinha ido mesmo falar oi. Ele continuou sorrindo e eu saí, falando tchau. Não, infelizmente não consegui tirar foto com o Nick... mas ganhei um pacote sorriso + abraço que marcou mais do que qualquer fotografia! Logo depois, as meninas chegaram, e eu fiquei me gabando, contando pra todo mundo sobre meu “momento Nick” – mas ele já não estava mais ali; acho que tinha ido comer na cabine. Depois de dar uma volta pelo navio, decidi fazer mais uma horinha enquanto a Rach tomava banho, e fui tirar fotos do oceano com a Fabi e a Lulli. Alguns clicks depois, percebemos uma movimentação na quadra, e não pensamos duas vezes: corremos pra lá. Era o Brian... jogando basquete com o Baylee e os sobrinhos! Era simplesmente Brian sendo pai, brincando com o seu filho, algo que eu nunca poderia ver em um show. Foi uma delícia ficar ali, do lado da quadra, com algumas outras fãs, enquanto Baylee tentava roubar a bola do pai, se pendurava em suas pernas. Entre uma jogada e outra, Brian chegava perto de nós, falando coisas como “viu o que ele fez?” ou “essa foi boa”, fazendo parecer, ainda mais, que aquela era uma situação comum. Depois de uma meia hora, eles pararam de jogar e desceram para o Deck 9. Enquanto todo mundo seguiu o Brian, eu dei a volta, e acabei ficando sozinha de um lado, enquanto todo mundo estava do outro. Meu único companheiro era o Drew, que ficou super interessado querendo saber sobre pão de queijo e churrasco. Brian, Leigh e Baylee estavam logo à minha frente. Decidi que aquele era um bom momento pra reforçar minha imagem de “fã tranqüila” perante o Drew – o que continuaria me abrindo portas... então eu saí e fui pra cabine, enquanto o pessoal ficou lá em cima, aproveitando um pouco mais o tempo perto do Brian. O melhor foi saber depois que a Taty conseguiu falar com ele, contar que tinha apagado aquela foto... e ele fez pose de novo, pra uma nova foto com ela.


Nos aprontamos para o jantar mais chique do passeio – a noite do comandante, que era também a noite de uma das festas mais esperadas do Cruise, a Masquerade Night. Como combinado, chegamos cedo ao restaurante, e nossos amiguinhos garçons tinham reservados nossas mesas. Brasileiras distribuídas em duas mesas enormes, a alguns metros de onde eles estavam. Foi nessa noite que a Ale bateu palmas quando o Nick passou – e fez todo mundo cair na risada. Quando a Rochelle foi ao banheiro, eu levantei e fui atrás. Sim, tinha gente seguindo AJ, Nick, Howie e Brian até o banheiro. Eu segui a Rochelle. Pedi pra ver suas tatuagens, e ela, muito fofa, me deu a maior bola. Ela é linda e foi incrivelmente simpática. E foi nessa noite que uma garota [infelizmente não conheço! Apenas conversei com ela na noite anterior] mandou uma garrafa de vinho pro Nick, em nome de todas as brasileiras. Ela estava em uma mesa ao lado da nossa e, no exato momento em que nós, que não sabíamos de nada, nos levantávamos pra ir embora, o Nick passou, indo até a mesa da garota para agradecer e tirar uma foto com ela. Já estávamos todas de pé quando ele passou novamente por nós, pra voltar pra sua mesa, e ele disse alguns “thank you” que só pudemos entender mais tarde, enquanto nós dizíamos 'oi' e sorríamos, pensando na sorte que mais uma vez aparecia ali, bem do nosso lado. Passamos na cabine, pegamos nossas máscaras e subimos para o Deck 9. Masquerade Night. Ficamos ao lado de uma das escadas que levava até a área VIP, pois sabíamos que ali seria mais fácil ter a sorte de ser uma das pessoas escolhidas pra subir. Olhei pra cima e vi aquele senhorzinho simpático descendo as escadas. Era o Billy, funcionário da Rose Tours, que eu tinha conhecido no primeiro dia, no hotel. Ele veio me cumprimentar e perguntou “quem está com você, na sua cabine?”. Apontei a Rach, e ele estendeu a mão... com duas pulseirinhas VIP! Surpresa, agradeci e disse que ele não poderia imaginar o que aquilo significava pra mim. Ele apenas sorriu e disse que, pra ele, significava mais ainda, porque podia ver a minha alegria. Chamei a Rach, entreguei a pulseirinha, e subimos as escadas, prometendo às meninas que tentaríamos conseguir pulseirinhas pra elas. As fãs que já estavam lá em cima tomavam a grade que nos separava da área VIP dentro da VIP [onde ficavam os Boys e acompanhantes], então ficamos passeando, conversando com todo mundo, tirando fotos. Quando Nick e AJ desceram para dar uma volta entra as fãs, passaram por nós, pudemos falar um oi rápido. Acompanhando o que o DJ escolhia, vi Brian e AJ cantando “London”, AJ se emocionando com “We’ve got it going on” ao ver que as fãs se lembravam de algo que eles faziam há 15 anos e a Leigh dançando e se divertindo com o Brian, como se fossem namorados começando um relacionamento. No começo da madrugada, a amizade com a fofa da Michelle apontou a sorte mais uma vez: ela nos levou pra área VIP dentro da VIP. Sim, naquele lugarzinho onde ficavam os Boys e acompanhantes. Infelizmente, quando entramos Brian e AJ já tinham ido embora, mas Howie e Nick estavam lá, curtindo a festa. Nick tomou o lugar do DJ e tocou as músicas inéditas do seu CD solo. Ele estava se divertindo... e a gente também! Estávamos ali, bem ao lado dele – sem grade, sem segurança em cima, sem nada. Foi incrível! Dançamos muito, rimos, aproveitamos cada momento. Pude conversar um pouco mais com a Jen, o Q e o Lani, além de conhecer mais pessoas da Rose Tours. O melhor da festa foi quando, depois de algumas horas, Fabi, Karen, Taty, Shmoo, Pati, Lulli e Lucy também entraram na VIP! Já era tarde e a maioria das pessoas já tinha ido pra cama, então os seguranças deixaram que entrassem.

Quando Nick abandonou o posto de DJ e desceu pra sua cabine, decidimos que seria uma boa ideia irmos também pra cama – afinal, era apenas o segundo dia! Ainda tínhamos muito pela frente, e dormir seria uma boa ideia. Seria. Decidimos passar no Deck 7 e dar um oi pro Manny, nosso amiguinho-segurança-do-corredor. Quando chegamos, ele ficou tão feliz por termos ido lá somente pra falar com ele, que deu a dica: AJ tinha acabado de sair e voltaria em 10 minutos. “Se quiserem tirar uma foto com ele, essa é a chance”, alertou Manny. Ele nos mandou ir para o outro lado do corredor, onde estava o outro segurança [ainda não o conhecíamos, mas se chamava Dave], e ele daria o “ok”, pra que Dave nos deixasse ficar ali. Sentadas no corredor, com muito sono, esperamos que o AJ voltasse, enquanto ríamos muito. Você sabe... em rodinha de mulher só se fala besteira, né? Sorte que o Dave não entendia português! Combinamos: cada uma tira sua foto com o AJ e sai, pra que dê tempo de todas tirarem suas fotos antes que ele se canse de nós. A gente viu primeiro o Q, saindo das escadas, e soubemos que o AJ estava com ele. AJ passou por nós, dizendo boa noite, então o chamamos, e perguntamos se ele tiraria umas fotos com a gente. Com aquela carinha de urso bonzinho, ele disse “claro que sim”, e veio sorrindo em nossa direção. Eu fui a primeira. Fiquei ao lado dele, no corredor, abracei, e Fabi tirou a foto. Eu sabia que tínhamos combinado de “tirar a foto rapidinho e sair, pra que desse tempo pra todo mundo”... mas meu cérebro não quis obedecer! Dizia pra mim mesma “é a sua oportunidade de conversar com ele!”. Então minha boca se abriu e comecei a falar. Falei sobre o CD solo, sobre “What If”, queria falar muito mais... mas as meninas me tiraram daquele transe gritando “sai daí! Para de falar, Quel!”. AJ olhou achando graça enquanto eu pedia desculpas e me justificava "mas eu precisava falar com ele, gente!”.


As meninas foram, uma a uma, para perto dele, pra tirar as fotos. AJ foi super fofo. Fez as poses e as vontades de cada uma, inclusive quando começaram a pedir uma segunda foto, agora dando ou recebendo beijinhos. Eu, a fotógrafa da vez, disse que nem precisaria de outra foto, mas um beijinho eu até aceitava. E ganhei. Depois de nós, duas fãs japonesas também tiraram fotos com ele, que em seguida pediu licença pra ir dormir – totalmente compreensível, afinal, já passava das 5h. Ele deu tchau e fomos pras cabines, felizes da vida com a nossa saga e nossos prêmios em forma de foto. E enquanto a Lulli garantia que nunca perderíamos aqueles arquivos e copiava tudo pro seu notebook, o Q nos encontrou na escada e, espantado, brincou, pedindo pra irmos dormir “já chega, gente!”. E foi quase com o nascer do sol que a gente conseguiu se deitar e garantir as poucas horas de sono da segunda noite no Cruise, sem tempo nem pra cair na real e acreditar que tudo que aconteceu naquele dia foi verdade.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Backstreet Boys Cruise - Dia 1

Mesmo cansada e com sono, meus olhos se abriram antes do toque do despertador. Esperei tanto por aquele dia, não poderia perder tempo dormindo! Liguei o chuveiro pensando se estaria tão frio lá fora como no dia anterior. A Lu acordou e fomos tomar café – se faltava alguma coisa pra me fazer crer que sim, eu estava mesmo nos Estados Unidos, o bacon, os ovos e a lingüiça no café da manhã não deixavam mais dúvidas. Antes de sair do hotel, reconheci no hall alguém com quem tinha trocado e-mails quase diariamente nos últimos meses: Michelle, a funcionária mais fofa da Rose Tours. Ela nos apresentou a alguns outros funcionários da empresa que estavam com ela – e que me abririam tantas portas nos dias seguintes! – e o crachá ALL ACCESS que ela carregava no pescoço fez nossos olhos brilharem.
Chegamos ao porto, e a movimentação era grande. Taxis, malas, carregadores, pessoas que estampavam no rosto e nas roupas que, como nós, vinham de outro lugar. A distração da Lu fez com que saíssemos da fila pra procurar seus papéis de embarque... e o que parecia atraso se mostrou sorte. Exatamente na nossa vez de passar pelo raioX e fazer o check in, a segurança passou a fita e nos fechou na fila. Não deu nem tempo de fazer cara feia: ouvimos uma dizendo pra outra que não poderiam abrir a fila ainda, porque ‘eles estavam chegando’. Senti a mão da Lu agarrada ao meu braço, enquanto ela olhava fixamente pra porta, e nós duas pensávamos “eles? Estão chegando? Eles? Será que são eles? Só pode ser!”. E sim, eram eles. Ali, sem ninguém à nossa frente, Brian, AJ, Nick e Howie entraram, com suas famílias e parte da staff, pra, como todo mundo, passar pelo raioX e fazer o check in. Não podíamos tirar fotos, e a Lu se preocupava “Ninguém vai acreditar quando a gente contar isso!”. Mas eu sabia que aquilo não importava. Não me importava se ninguém acreditasse! O que importava era que a gente estava ali, ao lado deles, enquanto passavam pela segurança. Foi a primeira vez que vi as esposas, namorada, noiva, filhos... Nick parou na nossa frente e fingiu tirar fotos com aquela mega câmera que ele sempre carrega pendurada no pescoço. Leigh B parou o carrinho do James bem na nossa frente, e aquele bebê fofo, que ainda não sabe que é famoso, esticava as mãozinhas em nossa direção, fazendo barulhinhos com a boca e rindo, achando tudo engraçado. Eles entraram. A segurança retirou a fita e nós passamos pelo raioX. Encontramos a Jen pelo caminho, e me ofereci pra ser sua assistente em troca de comida... sim, eu fiz isso! Ela riu. Fizemos nosso check in, encontramos as outras meninas e, quando menos esperávamos, eles passaram novamente por nós, entrando no navio.

Na hora do check in, a senhora simpática que não sabia falar meu sobrenome nos disse pra seguir rumo ao Deck9, onde estava sendo servido um brunch. Talvez por toda nossa excitação, somada à fome da maioria, não demos atenção à plaquinha que nos dizia para ir até o Deck3, buscar nossas pulseirinhas de identificação. E mais uma vez a sorte mostrou seus dentes: ao entrar no restaurante do Deck9, demos de cara com papai Howie, dando papinha pro James. A gente se sentou em uma mesa próxima à deles e, segundos depois, levei um susto enorme. Olhei para o lado, inocente, observando o navio... e vi o Brian! Brian, Leigh, Baylee e todo mundo que estava com eles... na mesa ao lado! Todas já o tinham visto, menos eu!

Tiramos algumas fotos discretamente, mas a Leigh percebeu... Então o Brian se virou e começou a falar coma gte, dizendo que achou que tirávamos fotos dele, mas depois percebeu que não, que estávamos fotografando a Leigh. Brian sempre fazendo graça. O tempo todo. E, de repente, algo que eu nunca [nunca!] esperei que fosse acontecer. O Brian se levantou... e veio até a nossa mesa! Ele veio, e conversou com a gente, fazendo gracinha. Durou alguns segundos, mas foi o suficiente pra ser inesquecível. O Brian veio na nossa mesa. E, dessa vez, a Lu nem precisou se preocupar se alguém iria acreditar ou não, porque a Taty filmou tudo:



E a gente achando que só veríamos os Boys nas festas e nos eventos. Acho que nenhuma de nós imaginou que seriam tão acessíveis... que conviveríamos com eles por 4 dias!
Chamamos o Q até nossa mesa, conversamos um pouco, ele se lembrou das meninas que tinham estado no SC em 2009. Disse pra ele que queria tirar uma foto com o Brian – sem atrapalhar, sem interromper sua refeição, quando desse... mas que queria muito, e perguntei se ele facilitaria isso pra mim. Ele disse que eu deveria falar com o Drew, que é o segurança do Brian. Eu fiz uma carinha pidona e lá foi o Q, todo simpático, até a mesa do Drew, apontou nossa mesa e disse “tá vendo aquelas meninas ali? Deixa elas tirarem foto com o Brian quando for possível, tá?”. E voltou pra nossa mesa, com cara de problema resolvido. Alguns minutos depois, algumas fãs histéricas invadiram o restaurante e formaram um mar de pessoas ao redor do Brian... As meninas se arriscaram e se enfiaram ali no meio, mas eu percebi que era tarde demais pra mim... e dei a volta. Fui até a Leigh, que estava sentada do outro lado da mesa... e sem fãns por perto! Conversamos durante alguns minutos, ela sempre olhando nos olhos, interessada pelo que eu falava. Fez perguntas sobre o Brasil e contou piadinhas, sempre segurando minha mão enquanto conversávamos. De vez em quando ela olhava pro Brian e ria dele tendo que lidar com tantas fãs ao mesmo tempo. Ela é linda. Linda. E muito, muito simpática! Confirmou tudo o que eu pensava sobre ela.

A gente se lembrou que tínhamos prazo pra buscar nossas pulseirinhas de identificação, e corremos pro Deck3. Logo depois, fomos conhecer nossas cabines – onde passaríamos a menor parte do tempo! – e depois, direto para o Palladium, o teatro, onde aconteceriam os eventos. Nosso assentos eram no lado direito, na parte superior. Apesar de não estarmos no mesmo nível do palco, estávamos bem perto! Deveríamos nos sentar ali todos os dias, como dizia a pulseira cor de laranja CC12. Começou o primeiro evento: Everybody Feud – BSB x Fãs! Quatro fãs foram escolhidas para subir ao placo e jogar com eles. Foi hilário. Desde o momento em que entraram no palco, nos fizeram rir. As perguntas eram ótimas, as respostas, ainda melhores. As performances deles, fazendo graça com tudo e rindo deles mesmos, foi impagável.

Não nos tendo feito rir o suficiente, fizeram logo em seguida o segundo jogo: She’s A Dream Dating Game! Cada um dos Boys deveria ficar de um lado do palco e, do outro, três fãs. Através de perguntas que os Boys faziam pra cada fã, eles tinham que decidir quem era a “garota dos sonhos”. A ordem foi: AJ, Brian, Howie e Nick. Cada um mais engraçado que o outro. Brian, claro, não se contenta em ficar no palco só na sua vez: entrou pra “ajudar” o Howie e o Nick e nos fez rir muito.

O jogo acabou com um convite: todo mundo pro Deck9, pra festa de boas vindas. Bebidas por conta dos Backstreet Boys! Eles ficavam em uma área VIP, dançando, cantando, fazendo graça e conversando com os fãs, que estavam lá embaixo. Esta festa foi bem rápida, e logo descemos para o Deck5, sala de jantar Universal. A turma de brasileiras era grande, e pedimos ao garçom uma mesa pra todas. Exatamente quando a Eda deu o sinal de que o Nick estava no andar de baixo, o garçom nos mandou descer as escadas. Até na hora do jantar a sorte apareceu: nossa mesa tinha uma vista privilegiada! Atrás de um balcão do restaurante, estavam as mesas mais cobiçadas do salão, onde eles estavam sentados. E foi mais uma das situações em que pensava “nunca imaginei que isso fosse acontecer.” Como se já não estivéssemos nos divertindo o bastante, chegou a hora do show dos garçons. Eles subiram nas mesas e começaram a dançar. Foi muito engraçado. E, de repente, mais uma surpresa: AJ e Nick se levantaram e foram para o centro do salão... onde, como os garçons, subiram nas mesas pra dançar!
Depois do jantar, era hora de colocar nossa roupinha do Brasil e subir pra International Luv Night. Assim como na festa de boas vindas, os Boys ficaram na área VIP, mais uma vez dançando, cantando, fazendo gracinhas e interagindo com as fãs. AJ era – ou pelo menos achava que era! – o host da noite. Não largava o microfone! Eles desceram e ficaram no meio das fãs, às vezes só passando pelo meio do povo, às vezes parando no bar. O frio e o vento do deck ao ar livre não desanimaram ninguém. A festa foi ótima.

Quase de manhã, exaustas, a gente foi de novo pro restaurante, pra comer pizza e tomar chocolate quente [sim, acredite... ao mesmo tempo!]. Rimos muito. As meninas foram incríveis. Que aquela viagem seria maravilhosa, eu já sabia. Mas tendo aquelas pessoas ao meu lado, eu tive certeza de que seria muito melhor do que eu esperava.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Backstreet Boys Fan Event - Miami/FL - 08/12/10

Estou ensaiando pra escrever este texto há quase duas semanas. Tenho coisas demais pra dizer, mas sei que vão me faltar palavras. Decidi fazer cinco textos ao invés de um, pra poder organizar melhor as ideias e tentar passar pro papel a inundação de sentimentos que tomam meu corpo e minha mente desde que tudo isso deixou de ser sonho e passou a ser real.
Desci do avião sozinha e com muito frio. 6° celsius. Passei pelos corredores e escadas rolantes pensando no que estava prestes a acontecer. Ou será que já estava acontecendo? Passei pela temida imigração, onde encontrei um sorriso de boas vindas e já pude começar a pôr em prática tudo que aprendi desde que comecei a estudar inglês, quando tinha uns 12, 13 anos. Por coincidência, foi nesta mesma época que aquele sonho que agora se tornava real tinha começado a nascer.
Ao passar por aquelas portas grandes, encontrei as primeiras amigas que saíram da tela do computador e agora me esperavam no saguão, com uma plaquinha com meu nome, igual nos filmes. O dia ainda não estava claro e, de dentro do taxi, meus olhos curiosos buscavam assimilar tudo que – sim – já estava acontecendo.
A gente passou aquele dia gelado transformando amizades virtuais em abraços, rindo e fazendo planos para os próximos cinco dias. Fizemos ligações pra casa, dissemos que estava tudo bem e o quanto estávamos felizes. A noite chegou e foi se aproximando o momento de entrar no Byron Carlyle Theatre. Eu não sei se já havia assimilado tudo o que eu estava prestes a ver. Pra ser sincera, tenho dúvidas se um dia vou conseguir compreender tudo que aconteceu!
Ticket em mãos, pulseirinha no pulso garantindo o Meet&Greet – sim, aquela pulseirinha garantia: vou falar oi, olhar nos olhos, abraçar e tirar uma foto. Entramos no teatro e tomamos as primeiras fileiras, num lugar onde a última fileira ainda era tão próxima do palco. Eu fiquei na 4° cadeira da 4° fileira do centro, da esquerda pra direita. Lugar perfeito. Pra mim, estava perfeito. Foi engraçado, porque as meninas me olhavam, curiosas. Todas elas já tinham estado com eles em algum momento. Menos eu. Elas queriam ver minha reação – o que eu diria, o que faria. Será que ia chorar? E elas diziam “olha como a Quel tá calada!”. Sim, eu fiquei calada. Eu fiquei bem quietinha, com as costas grudadas no encosto da cadeira. Parecia que meu corpo queria ter certeza de que estava ali. E eu pensava “uau. Muito perto! Será que é de verdade?”. Era de verdade. E era muito perto.
A Jen, aquela mulherzinha pequenininha que ocupa um cargo que tantas de nós gostariam de ocupar, subiu no palco e nos fez perceber que o show estava prestes a começar. Ela anunciou a chegada dos meninos... e eles entraram no palco. Todo mundo gritou, aplaudiu, chamou por cada um deles. Menos eu. Eu só conseguia sorrir, com as costas coladas na cadeira e os olhos marejados.
As luzes se apagaram... eles começaram a cantar. Um show acústico. O sorriso só saia do meu rosto quando eu tentava acompanhar a música, mas isso não durava muito tempo. O sorriso era mais forte que eu, mais forte que as lágrimas de felicidade que começaram a escorrer pelo meu rosto. O sorriso virou gargalhada em alguns momentos, quando eles faziam palhaçada em cima do palco. Tirei algumas fotos, mas não arrisquei fazer filmes. Acho que eu iria tremer. Era a primeira vez que eu os via tão de perto. E eu não conseguia acompanhar a música, não conseguia aplaudir, não fazia nada. Apenas fiquei sentada, observando e sorrindo, deixando toda aquela alegria, aquela felicidade imensa invadir cada célula do meu corpo.
Nos intervalos entre as músicas, eles faziam daquele momento ainda mais especial. Estavam à vontade, conversando, fazendo piadas, rindo. Estavam deixando aquele show ainda mais incrível.


Quando cantaram as duas músicas pelas quais eu mais esperava, não consegui conter as lágrimas. Elas foram mais fortes do que o sorriso e começaram a cair sem freio. E eu deixei que viessem. Era um momento muito esperado; aquelas lágrimas mereciam estar ali, representando toda a minha alegria, representando a realização de um sonho enorme.
No meio do show, enquanto um Nick super simpático e animado desceu do palco e andou no meio das cadeiras pra colher perguntas das fãs e veio bem perto de onde eu estava – o microfone caiu nas mãos de brasileiras! – todo mundo se levantou e foi atrás dele, deixando vazias todas as cadeiras ao meu redor. E eu, de pé, tive meus primeiros 5 segundos de “sonho realizado além do que eu esperava”: Brian, de cima do palco, trocou algumas palavrinhas comigo, uma fã ilhada enquanto todo mundo que antes estava ao meu redor agora rodeava o Nick. E depois de, na última música, algumas fãs se levantarem e irem para perto do palco, quando AJ e Brian pegaram na minha mão pra se despedir [não só na minha! Mas a minha foi uma delas], eles saíram do palco. E eu, achando que tinha acabado, olho pra minha pulseira: vou falar oi, olhar nos olhos, abraçar e tirar uma foto.
Fotos em grupo por ordem das fileiras. Rapidamente, era a nossa vez. Um segurança grandalhão e simpático – Drew, que depois pude conhecer melhor – pegou meu casaco e minha câmera. Entrei na sala. Fui a última do grupo a entrar. Vi o Q, o Josh e o Justin, com sua câmera na mão. Na minha cabeça, tinha que em breve veria os meninos. Mas não, não foi em breve. Foi naquele momento. Olhei pro lado e vi uma pessoa. Demorei alguns segundos pra perceber: era o Howie! A simpatia em pessoa, ele veio, me abraçou e eu disse o quanto o show havia sido incrível. Ele agradeceu e, sempre sorrindo, deu aquela piscadinha que eu tantas vezes vi pela TV. Ao lado dele, AJ, já de braços abertos, pronto pra um abraço que me deixou imensamente feliz, pois não parecia um abraço “de obrigação”. Foi um abraço apertado, como se reconhecesse a importância que aquele momento tinha pra mim. Eu disse o quanto o admirava e o quanto estava feliz por estar ali naquele momento. Ao sair do abraço do AJ, ouvi Justin gritando que era hora da foto. Corri em direção ao Brian – que era o último dos quatro, no canto – mas duas garotas já estavam posicionadas ali, uma de cada lado dele. Eu parei ao seu lado e disse o quanto havia esperado pra estar ali perto dele na hora daquela foto. Ele sorriu, tirou um dos braços de uma das meninas e me puxou, dizendo pra entrar ali e tirar a foto com ele, como eu queria. E foi nessa hora que eu vi o flash. Justin bateu a foto enquanto eu falava com o Brian. Imediatamente eu soube que não sairia nesta foto – uma garota na minha frente, e eu virada, conversando com o Brian. Mas não me importei! Era um momento incrível demais pra que algo tão pequeno pudesse atrapalhar. As pessoas começaram a sair e eu fiquei, ainda conversando com o Brian. Eu disse o quanto ele era importante em minha vida, uma pessoa que eu admiro tanto e há tanto tempo, e algumas outras coisas que não me lembro. Ele sorria, fazia aquelas caras engraçadas e falava também algumas coisas. Eu disse que estava empolgada com o Cruise e que gostaria muito de conhecer a esposa e filho dele, de quem eu também gostava muito. Ele sorriu, pegou na minha mão, olhou nos meus olhos e perguntou o meu nome. Eu respondi, dizendo que vinha do Brasil. Ele ainda conversou comigo um pouco mais, dizendo que o Cruise seria ótimo e que eu certamente iria conhecer a Leigh e o Baylee. Eu ia saindo e me lembrei “não abracei o Nick”! Saí correndo, dando uns pulinhos e falando “esqueci do Nick! Esqueci do Nick!”. Todo mundo riu – devem ter me achado meio doida – e o Nick me abraçou, perguntou como eu estava, se tinha gostado do show. Antes de sair, já sozinha com eles na sala, dei mais um abraço no Brian e ele disse algo do tipo “até amanhã”.



Saí do teatro. Frio. Muito frio. Pessoas. Pessoas sorrindo. Pessoas felizes. Ninguém parecia se importar com o frio. Todas aquelas pessoas estavam sorrindo, pulando, se abraçando, imensamente felizes, pois haviam acabado de sair de um show sensacional, e tirar uma foto com pessoas que são mais do que ídolos da música. As meninas me abraçaram, perguntavam como tinha sido, o que tinha acontecido, se eu tinha conseguido ficar ao lado do Brian, se tinha falado com eles, como eu me sentia... E eu, mais uma vez, só conseguia sorrir.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

And I'm waiting...


Já reparou como sempre estamos esperando alguma coisa? Fazendo contagem regressiva pra alguma data, viagem, encontro, algum acontecimento? Quando eu era criança, esperava pelas férias, pra poder ir pra Varginha e encontrar os primos. Esperava o final da tarde, pra brincar de pique-esconde com as outras crianças da rua. Esperava ansiosa pela viagem de fim de ano, quando íamos pra praia. O tempo passou, e eu comecei a esperar pelas festas de 15 anos das amigas, pelas tardes de sol nos finais de semana e pela formatura. Esperei pelo resultado do vestibular e pelo primeiro dia de aula na faculdade. Esperei pelas festas no meio da semana, e conheci uma pessoa que me mostrou que eu não mais precisava esperar pelo príncipe encantado. Esperei pela resposta da primeira entrevista de emprego, pra entrar no ônibus nos finais de semana e pra finalmente poder parar de esperar pra entrar naqueles ônibus. Esperei pra entrar na igreja vestida de branco e dizer "sim". Esperei pra arrumar a nossa casa do nosso jeito, pelo primeiro dia no novo emprego e depois esperei pelas férias. Agora estou esperando que passe logo esta semana e chegue, finalmente, o dia da minha viagem. Uma viagem especial, porque representa algo pelo qual espero há quase 14 anos. Uma viagem especial, porque vou voltar com um sonho realizado dentro da mala. E, depois desta viagem, eu sei que vou continuar esperando...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Novidade com nostalgia



Foi a nossa primeira vez como palestrantes. Veio o convite, veio a empolgação, veio a preocupação com o que dizer - e como dizer. Veio também a alegria de voltar ali, onde tínhamos vivido momentos inesquecíveis.
Definimos o conteúdo, criamos os slides, treinamos as falas. Passar por aquele portal e caminhar entre as amoreiras, que agora já deixaram de ser mudas e se transformaram em árvores, fez com que o nosso coração se agitasse. Mas já não era o nervosismo de fazer algo pela primeira vez. Era a emoção de fazer de novo aquele caminho, andar por onde passávamos diariamente, por 4 anos, quando aquele era simplesmente o trajeto até a nossa sala de aula. Foi sensacional passar alguns minutos ali, sentadas naqueles banquinhos, lembrando com muita saudade dos amigos e das risadas. Foi incrível reconhecer os funcionários que, depois de 5 anos, ainda estão ali. E mais incrível ainda encontrar colegas que são agora funcionários e que nos receberam como se fôssemos as palestrantes mais phodas do mundo da publicidade.
Adorei entrar no campus da PUC Minas Arcos e fazer algo pela primeira vez. De novo.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Coisas de antigamente



"Eu sou do tempo em que a gente usava um diário
para escrever o que ninguém podia ler
e não um blog
pra todo mundo ler qualquer coisa que a gente escrever."