quinta-feira, 1 de julho de 2010

Da boca dele

Muitas vezes, já sei o que ele vai dizer. Ou o que ele diria se estivesse ali. De vez em quando dá até pra tirar as palavras da boca de alguém e colocá-las na dele, mudando talvez o tom de uma ou outra e imaginando um sorriso ou uma careta ao final da frase. Ao mesmo tempo, em tantas vezes ele me surpreende, e diz coisas que eu jamais imaginaria ouvir naquele momento. Ou coisas que eu nunca ouvi. Ou palavras que, ouvidas ou ditas por outras pessoas, não fariam o menor sentido - e pra mim significam o mundo.
Não importa se adivinho o que ele vai dizer. Se sei o que ele vai escrever pra responder aquele e-mail. Se imito sua fala ou interrompo sua frase. Se sou pega de surpresa. O que importa é que, sem suas palavras, o mundo certamente seria um lugar menos colorido.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

12 de junho

Pra todos os brasileiros, é dia dos namorados.
Pra mim, é o dia dele.


segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ah, como eu queria...

Eu queria ser importante. Eu queria subir naquele palco depois do show de sexta-feira e dizer "Parabéns, meninos! A partir de amanhã, a música de vocês vai tocar em todas as rádios! Não importa se quem ouve é só o dono ou se atinge milhares de pessoas. É uma rádio? Lá estará a música de vocês! E preparem-se! Em duas semanas, vocês vão se apresentar no programa daquele narigudinho no sábado e no do ex-gordinho no domingo. E ainda nesta semana vamos editar as imagens do show e liberar o clipe, que certamente vai entrar direto no top10 das principais paradas da TV. Já fizeram as malas? Porque a turnê nacional começa em poucos dias... Vamos lá, meninos! Vamos mostrar pro Brasil inteiro todo o talento que o pessoal aqui do Centro Oeste mineiro já conhece!"
Sim... eu queria muito ser importante... Porque a única coisa que falta pra eles, é alguém importante, cheio de contatos, pra apresentar pra este país uma grande banda de rock.
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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Um dia qualquer

Aquele dia foi tão cansativo... mil coisas pra fazer, mil roteiros pra criar (e outros mil pra alterar). Eu tinha contas pra pagar, sujei a blusa na hora do almoço e bati o joelho na quina da mesa. Aquele dia não foi só cansativo. Foi um daqueles dias que poderiam ter acabado antes de começar.
Saí do trabalho no piloto automático - cabeça na lua, pensando que tudo que eu queria era chegar em casa, tomar um bom banho e me encaixar nos braços dele. Foi aí que lembrei de um detalhe que fez o dia ficar ainda mais chato: a gente só iria se encontrar depois das 23h. E ainda eram 19h! Ele tinha aula naquele dia...
E foi atravessando a rua, passando pelos carros e pelas pessoas com a cara mais emburrada que eu sei fazer, que vi aqueles olhos... aquele sorriso... No meio do caos cotidiano das 19h, quando todo mundo tem pressa, buzina ou corre atrás do ônibus, aquele sorriso me fez acelerar os passos e trocar minha cara emburrada. E quando ele me abraçou, parecia que sabia que era exatamente daquilo que eu precisava. Ele me soltou, olhou nos meus olhos, disse "preciso ir" e me deu beijo. Eu sorri um sorriso de alegria, de alívio. Um sorriso de saber que, se ele pudesse, daria meia volta e iria comigo pra casa. Um sorriso de quem ganhou um abraço que transformou um dia dispensável em um dia inesquecível.
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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Eu REALMENTE odeio quando quem eu amo vai embora...


Foi a melhor festa de despedida EVER! Pena que não tenha sido só uma festa... tinha que ser de despedida? O que sinto é conflitante. A alegria de saber da felicidade de vocês e a tristeza de não ver mais esses sorrisos todos os dias são os sentimentos que estão sentados comigo agora, aqui neste computador.
Desejo a cada um de vocês todas as coisas maravilhosas que um ser humano pode vivenciar. Desejo que a gente ainda tenha festas como a de terça - pra sentar no chão de tanto rir, pra tirar fotos engraçadinhas, pra abraçar, pra dançar, pra fofocar, pra refletir sobre as situações mais estranhas da vida (e depois morrer de rir porque estávamos seriamente refletindo sobre isso). E claro, desejo que nossas próximas festas não sejam de despedida.
Amo vocês... amigos!

♫ É só isso... Não tem mais jeito... Acabou, boa sorte!
Não tenho o que dizer... São só palavras...E o que eu sinto não mudará ♫


segunda-feira, 24 de maio de 2010

You're my safest place to hide...


It seems like yesterday when I said I do
And after all this time my heart still burns for you
[i love you]
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terça-feira, 18 de maio de 2010

Dois anos de casados ♥

Quase não fui àquela festa. Tinha ido passar a tarde na casa do meu tio, em Formiga, porque minha avó estava lá. E por pouco não perdi o último ônibus de volta pra Arcos daquela quarta-feira. A festa começou cedo, como geralmente acontecia com as festas de meio de semana daquela turma que estudava na parte da manhã. Era pra ser uma festa pro pessoal da nossa sala, pra inaugurar uma nova república. Mas, como sempre, veio muita gente de outras salas, de outros cursos, de outras cidades. E ele veio. Veio com um amigo que eu mesma tinha convidado. Quando o conheci, eu segurava um copo de bebida e ele segurava cadernos – eu estava na festa, ele estava indo pra faculdade. Fiz o convite “voltem pra cá depois da aula!”. Eles aceitaram. Voltaram. E assim, sem nenhum esforço, simplesmente aconteceu: passei a noite toda conversando, rindo, me divertindo muito. Com ele. Praticamente não vi as pessoas da minha sala, de outras salas, de outros cursos ou de outras cidades. Ele me envolveu... prendeu minha atenção a noite toda. Me deixou em casa, deu um abraço e partiu, depois de um “foi um prazer te conhecer”. A gente passou a se encontrar com freqüência, atravessando a rua, entrando ou saindo da faculdade, entrando ou saindo de barzinhos. E assim foi por uma semana. Até que a gente percebeu que eram encontros demais, coincidências demais, afinidades demais. E veio um beijo. E outro. E muitos outros. E depois daquele beijo, nos tornamos inseparáveis. Simplesmente não dava mais pra imaginar os dias sem ele. Tudo era tão mais fácil e tão mais certo quando ele estava ali. E os dias se tornaram semanas, meses, anos. E há exatos dois anos, dissemos “sim, eu aceito”, na frente da nossa família, dos nossos amigos e de Deus. E até hoje, todos os dias se parecem com aquela quarta-feira de abril de 2003: ele me envolve... e prende toda a minha atenção.
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