segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Pois é...



Há tempos planejávamos isso. O aniversário de uma das ‘moças’ seria a ocasião perfeita pra um reencontro de grandes amigas. Amigas da época da faculdade [será que já faz tanto tempo assim?]. Mesmo lamentando a ausência de quem não pôde vir – ôooooo, saudade! – foi delicioso estar ali, sentada à mesa de um bar ao lado de pessoas que me deixam totalmente à vontade, que me conhecem, que conhecem minha família, que sabem tudo sobre mim. Foi delicioso relembrar momentos daqueles dias em que a maior preocupação era a matéria que cairia na próxima prova ou a temida apresentação da monografia, que se aproximava tão depressa.
Ficamos rindo do que havia acontecido, do que imaginávamos que aconteceria e de tudo o que está realmente acontecendo nas nossas vidas. Descobri até que duas delas deram uma de ‘mães Dinah’ há um tempo – e não é que acertaram algumas previsões?! Quem diria!... E eu achava que só uma da turma era metida a vidente, lendo mãos alheias em festas, arranhando um portunhol hilário, depois de umas catuabas!
Mas o mais legal de encontrar as amigas foi me dar conta que a gente cresceu. E olha que eu só percebi isso quando uma delas, enquanto posávamos pra uma foto [não poderia faltar...], me olhou e disse “Raquel, a gente cresceu!”. Caímos na risada! Só nós duas, sem ninguém perceber sequer que estávamos rindo. Rindo de lembranças que nem precisaram ser ditas para serem revividas. Bastou olhar pra mim, pra elas, pra nós, pra tudo. Morro de saudade daquela época. Mas é maravilhoso saber que estamos crescendo, e que a vida está melhor a cada dia.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Nó! Que preguiça!...


Pode me taxar de sem opinião. Eu não ligo. De verdade. Gente... não tenho paciência com discussão! Noooooooossa, que preguiça! Nos últimos tempos tenho sido um ímã pra discussões que não levam a nada. É claro que existem discussões super interessantes e válidas – veja bem, não estou descartando aquelas conversas inteligentes que realmente levam à alguma conclusão. Mas... por favor! Não me venha com discussões que têm como base [pré] conceitos só por saber que a opinião do outro é diferente. Não adianta! Discutir religião, educação [aquela, ensinada e aprendida dentro de casa], sexo e afins, beleza ou até mesmo [o famoso] futebol, pra mim, é perder tempo boniiiiiiiito! Pelamor! A primeira frase da conversa já me diz se vou continuar por ali ou arrumar alguma distração enquanto os ânimos se exaltam. Se eu acredito em algo, acredito de verdade, não é uma opinião diferente que vai me fazer mudar! Principalmente quando as frases são cheias de ironia [como costuma acontecer]. Eu não vou mudar sua cabeça ou suas atitudes com algumas palavrinhas ríspidas e carregadas de sarcasmo. E você, certamente, também não irá mudar minha opinião. E o pior: algumas pessoas acabam seriamente machucadas, magoadas, por causa dessas discussões totalmente dispensáveis. Então, por que... pra que? Vamos mudar de assunto. Ou ouvir uma boa música, que seja! Bem melhor.
Pode me chamar de sem opinião, pode pensar o que quiser. Só não venha tentar discutir isso comigo, porque eu posso te deixar falando sozinho... mais uma discussão que não levaria a nada.

quarta-feira, 30 de julho de 2008



Já me sinto em casa por aqui.
Ai... que delícia!...
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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Outro fim de semana maravilhoso...


"e até quem me vê
lendo o jornal
na fila do pão
sabe que eu te encontrei"
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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Chegooooou!


Mesmo fazendo o que eu amo todos os dias [ iêeeey! ] sempre espero ansiosamente pelo final de semana. Seja pra viajar, ficar a toa em casa, assistir alguns filmes, encontrar amigos ou caminhar por aí. Nunca vi alguém que goste tanto de caminhar quanto meu marido... e isso acaba levando a gente a lugares diferentes e incríveis da cidade. Ele sempre diz que me faz andar muito. E eu adoro. Adooooooro andar por aí ao lado dele. Mesmo quando ficamos em silêncio – isso, aprendi a apreciar com o tempo.


Mas o melhor do final de semana acontece depois das caminhadas [ou de qualquer que seja o programa]: chegar em casa. Tudo exatamente como havíamos deixado. É hora de cair no colchão [não, nós ainda não temos sofá], rindo de alguma coisa boba que aconteceu durante nossa exploração urbana ou mesmo enquanto esperávamos pelo elevador – as famosas piadinhas particulares. E depois, continuar ali, deitados, juntinhos, com um carinho todo especial... olhos nos olhos, cabeça no ombro, pé gelado procurando abrigo. Ah! Um beijinho de vez em quando, como quem diz “ei, te amo... lembra?” – ma-ra-vi-lho-so. E o melhor, sem pressa nenhuma. Sem horários, sem compromissos.


Carinho, atenção, amor, paixão. Isso tem todo dia – e tem mesmo que ter! Mas, quando os horários de trabalho são tão diferentes, resta muito pouco tempo pra curtir tudo isso de forma tão intensa. Por isso é que amo os finais de semana. E estou louca pra que este comece.




quarta-feira, 23 de julho de 2008

aaffffff..... TÊ-PÊ-ÊME....




segunda-feira, 21 de julho de 2008

Agora me dei conta...






Nunca me incomodou ter que viajar... desde que saí de casa, há alguns anos, dependo de horas dentro do ônibus pra encontrar as pessoas que amo. O que sempre me deixava chateada era desperdiçar cinco horas dentro de um ônibus ao invés de passar este tempo com quem eu estava indo encontrar – ou pior, com quem eu estava acabando de deixar pra trás. Mas ficar dentro do ônibus, com aquele pessoal todo conversando, bebês chorando, paradas até praquele matinho que balançava na beira da estrada... isso nunca me incomodou. Na maioria das viagens, minha companhia era eu mesma. Quando dava tempo ou cabia na mochila, carregava um livro – acabei lendo a coleção do meu pai por causa disso. Adorava levar o MP3 – bom era quando não acabava a pilha... Sou uma pessoa sem muitas surpresas; gosto de viajar sempre nas poltronas 27/28 ou 31/32. Gosto deste lado da estrada. Gosto das paisagens que acabei por decorar. Gosto de tentar identificar mudanças que poderiam ter acontecido desde a minha última viagem. Lembro da minha mãe, durante as viagens, quando éramos crianças. Os três capetinhas fazendo a maior bagunça no banco de trás, e ela, toda calma, falava “olhem quantos tons de verde diferentes nessa paisagem”. Eu parava, olhava por alguns segundos, mas era só. Agora, durante o dia, reparava nas cores e buscava figuras nas nuvens. À noite, admiração total pela lua e paixão pelo céu estrelado.
Mas, neste final de semana, me dei conta: não viajo mais sozinha. Continuo deixando pessoas que amo pra trás, com vontade de dar mais um abraço e contar mais um caso. Mas não viajo mais sozinha. Agora, volto pra casa. Volto pra minha vida. Junto com quem nunca quis deixar pra trás. Nunca mais viajo sozinha.