segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Funny Face

Final de ano foi uma delícia! Fomos pras casas dos nossos pais, fizemos muita coisa legal [e também passamos muito tempo a toa], demos boas risadas, comemos coisas gostosas, reencontramos amigos... Decidimos voltar pra BH um dia antes - sábado à noite - pra termos um tempinho em casa depois de quase 15 dias bem fora da rotina. Dentro do ônibus, deitada no ombro do Yuri, começa a tocar no meu MP3 uma música que me faz sorrir sempre. É "funny face", do Nick. É tão absurdamente simples, que eu não consigo resistir: é sorriso na certa enquanto canto. E toda vez que ouço, desde a primeira vez, penso no Yuri. Sabe quando parece que a pessoa escreveu a música pra você? Pois é.. acho que ainda irei descobrir que o Yuri escreveu e mandou a letra pro Nick! Só pode! E nada melhor do que Nick Carter cantando uma música que parece ter sido escrita pro meu relacionamento, né?! Hehehe Ao ouvir pela primeira vez, mandei um email pro Yuri, contando. Ele não deu muita bola [como sempre faz quando o assunto é Backstreet Boys rsrs]. Num outro dia, ele chegou em casa exatamente quando começava a música, e ouviu comigo, fazendo graça... No sábado à noite, quando a música começou a tocar no meu MP3, olhei com aquela carinha de pidona e disse "adivinha?! Acabou de começar aquela música que você escreveu pra mim"... Claro, não poderia ter sido de outro jeito. Ele fez uma "carinha engraçada" e me deu beijo.

obs.: Que 2010 seja simplesmente SENSACIONAL!
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Funny Face [Nick Carter]

Baby wipe your eyes cause
I don't wanna see you cry,
And I don't want you thinking I'm a bad guy
Sometimes I say something
That I don't really mean
The last thing that I want is you mad at me
I know, I know what I got to do
To get a, get a smile out of you
Make my lips touch my nose
Cross my eyes until I go blind (before I go blind)

Chorus
Anytime I think you're sad
I just make a funny face (make a funny face)
Even when I make you mad
I put on my funny face (on my funny face)
I like when you smile (I like when you smile)
I love when you laugh (I love when you laugh)
I love when you do it too
So let me see your funny face (your funny face)

It tickles me to see
You trying not to laugh at me
‘Cause we both know you're not as tough as you seem
I know you wanna laugh c'mon
I know you wanna laugh c'mon
I know you wanna laugh c'mon
Laugh with me c'mon

Repeat Chorus

Stick your tongue out
I'll stick mine out too
You roll your eyes
And I laugh at you
You say I hate you
I say I love you (yeah 3x)
No matter what you do
I can't stay mad at you
And you can't stay mad at me
So what are we gonna do?
Make a funny face
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Pra ouvir a música [no YouTube]: http://www.youtube.com/watch?v=OtzP0_kbiMo
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Domingo à tarde

Yuri não é muito de filmes... ele gosta mesmo é de ficar com o controle na mão, passando por todos os canais e – meu Deus – como seria terrível perder duas horas sem zappear! Por isso, como ele tem “preguiça” de filmes, não é sempre que assistimos [eu aproveito as tardes de sábado, enquanto ele dorme, pra ver a HBO]. Mas neste domingo um temporal cortou o sinal da nossa TV. E aí sim, consegui convencê-lo a ver um filme! Tirei a poeira daquele DVD que esperava ali há séculos para ser visto e ele apertou o play. Eu estava mesmo louca pra ver esse filme! Queria muito! Empolgação total! Até que eu dormi. Pois é. Eu dormi. Não sei o que acontece comigo! É só deitar no colo do Yuri e apertar o play... que eu apago! Sempre que digo pra vermos um filme ele responde "pra que?! Você vai dormir, mesmo...". Não posso dizer que ele esteja mentindo... Enfim, voltando ao filme de domingo: acordei algumas vezes, olhei pra tela e fiquei muito triste por não conseguir controlar meu sono... eu simplesmente não conseguia ficar com os olhos abertos por mais de 30 segundos! No final do filme – sabe-se lá por que – eu despertei. Assisti aos últimos 15 minutos. Adorei, pra falar a verdade... Só não sei o que foi filme mesmo e o que foi sonho...
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Do nosso jeito


"Amor, às vezes eu fico pensando que é muita injustiça o que acontece com a gente." Ele me olha como se não entendesse, já que, pra ele, parece que nada de injusto está acontecendo conosco. "Não, amor... olha só... eu não entendo muito bem como pode ser isso... enquanto escuto as pessoas contando problemas, narrando brigas, joguinhos, ofensas que acontecem em seus relacionamentos... a gente tá aqui... todo dia... desse jeito..." E ele de novo me olha como se perguntasse 'que jeito?'. Mas não dá tempo de responder. Ele entende o que eu quis dizer e a gente se perde embaixo das cobertas... daquele jeito...

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Diálogo de uma quarta-feira à noite


Vendo TV, deitados no sofá, depois de um jantar gostoso e muitas risadas.


- Amor, olha aqui, quero te falar uma coisa.
- Pode falar (sem tirar os olhos da TV)
- Não! Olha aqui! Você tem que olhar nos meus olhos pra eu falar!
- Ahhnnnn?.... (com um olhar impaciente, que quase ninguém sabe que faz parte de uma brincadeirinha)
- Olha aqui! É importante!
- É bom ser muito importante mesmo! (de novo, do mesmo jeito... E depois se vira e olha nos olhos)
- Sabe o que é? Eu só queria dizer que sou muito feliz por dividir todos os meus dias com você. Principalmente porque eu sei que você também é muito feliz por dividir seus dias comigo.

Silêncio. Só sorriso no rosto e olhinhos brilhando.

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

No escuro


Já falei mil vezes, e ainda sei que vou falar tantas outras mais... mas não me acostumo com os finais de semana longe do Yuri! Mesmo depois de passarmos dois anos morando longe e tendo só os finais de semana pra ficarmos juntinhos, simplesmente não consigo achar “normal” ficar longe dele por dois dias. E aconteceu de novo nesse final de semana. Mas os dois dias passaram bem rapidinho, as ligações e o colo da família enganaram um pouco a saudade. E lá estava eu, quando anoitecia, chegando em casa, doida pra que a próxima hora passasse bem rapidinho, pra ver ele entrando pela porta do nossa apartamento. Mal sabia eu... chego em casa e a lâmpada não acende. Eu penso “deve ter queimado” e tento outro interruptor. E nada. Muito estranho, já que todo o prédio, inclusive o corredor do meu andar, estavam com suas lâmpadas acesas. Desço até a entrada do prédio e encontro um lindo recado da CEMIG, contando que haviam cortado o fornecimento de energia ao nosso apartamento... na sexta-feira! Ai ai... eu achando que chegaria em casa e ficaria numa boa com o Yuri, chego e encontro uma confusão! Quando entro, percebo: a casa está alagada – sim, a geladeira descongelou e... bom... se a geladeira descongelou... sim, eu perdi tu-do que havia lá dentro. Melhor nem comentar. Yuri chegou – também achando que ficaria numa boa, coitado... tsc tsc tsc... Depois de longos minutos ao telefone com algum atendente da CEMIG, ele sai pra comprar algo pra gente comer – já que não tinha mais nada em casa, porque perdemos (repito) tu-do que estava na geladeira. E não é que a noite de confusão, chatices, banho gelado, cozinha alagada e muita comida estragada e jogada fora se transformou em uma noite romântica? Comemos sentados no chão do nosso quarto, enquanto ríamos dos causos do final de semana. E à luz de velas, claro. Afinal... o que mais poderíamos ter feito?
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Mais fotos de Paris ;D

Já faz quase um mês e ainda me pego pensando em tudo que vi naquele fim de semana que valeu por anos! Passam flashes pela minha cabeça, como aqueles que passam pelas cabeças de personagens de filmes. Vejo pedaços de monumentos, restaurantes, cafés, os jardins aos pés da Torre Eiffel. Nem preciso fechar os olhos pra lembrar na minha dificuldade em acreditar na grandiosidade do Arco do Triunfo, no que me fez sentir a Notre Dame, na loucura do metrô, a imensidão do Louvre. E ainda o cansaço ao chegar no hotel, misturado à discrença e uma sensação maravilhosa, uma felicidade imensa. Então, como os flashes que passam pela minha cabeça, estão aqui mais alguns flashes daqueles dois dias que ainda me deixam de boca aberta.
Catedral de Notre Dame

Fachada da praça do Louvre


Fachada do Louvre

Jardins do Louvre


Arco do Triunfo



Torre Eiffel à noite, vista do Trocadero




Sacre Coeur, vista do Montparnasse e Hotel des Invalides




Aos pés da Torre Eiffel

Entrando no Louvre
Interior do Louvre



terça-feira, 4 de agosto de 2009

Fim de semana em Paris

Ouvi de uma amiga que sempre arranjo coisas pra fazer nos finais de semana. Mas acho que esse bateu o recorde! Um final de semana em Paris! Até eu acho difícil acreditar quando me ouço dizendo que passei o fim de semana em Paris... e, meu Deus, foi simplesmente sensacional! Já esperava e planejava há tempos, mas a possibilidade foi se tornando real há pouco mais de um mês, com telefonemas, datas marcadas, folga negociada, passaporte em mãos, malas prontas e, muito de repente, chegou o dia!
Fui pra São Paulo na sexta de manhã e a Beta já me esperava no aeroporto. Almoçamos e corremos de volta pra lá, pra tentar adiantar a passagem. Tivemos alguns minutos de desespero depois de ouvir que eu não conseguiria embarcar por uma diferença de nomes no passaporte e na passagem, mas, ainda bem, foram só minutos! Logo a confusão se desfez e eu estava com a passagem em mãos! Às 19h45 o avião saia de Guarulhos com destino a... PARIS! Uma (não tão) breve escala em Recife, filmes, seriados, altos cochilos e quase 14 horas depois, ouvi do comandante “senhoras e senhores, sejam bem vindos a Paris”. Era muita empolgação, emoção, ansiedade, tudo junto, ao mesmo tempo que nem acreditava que estava ali. Uma passada muito rápida no hotel (baaanho, por favor!) e direto pro metrô! Ao chegar naquela ruazinha estreita, ainda não tinha caído a minha ficha e eu tentava fazer com que meu cérebro a assimilasse tudo aquilo, dizendo pra mim mesma “você está em Paris! Esta é uma ruazinha de Paris!”. Tudo é simplesmente incrível. Cada prédio, cada rua, cada esquina... tudo é monumental, histórico, único. Eu estava maravilhada. Olho pra frente e escuto da Beta “A Notre Dame” e eu pensando se aquilo era mesmo real. A igreja é maravilhosa! Enorme! Quando entramos, estava acontecendo uma missa, e o som daquele órgão misturado àquelas colunas gigantescas, vitrais impressionantes e imagens sacras centenárias eram demais pra minha cabeça. Lindo. Lindo. Só aquilo já teria valido o passeio. Mas tinha muito mais. Muito mais! Fomos caminhando até o Louvre (até hoje acho surreal dizer que fui caminhando até o Louvre, mas fui!). O museu já estava fechado, mas a sua fachada já valeria um ingresso. Não consigo explicar. É simplesmente impressionante. Maravilhoso. Achei que ia chorar naquele momento. Estava diante de algo que eu sempre sonhei conhecer e quase não acreditava. Depois de babar olhando aquilo tudo, passamos pelos jardins do Louvre (enorme! Muito lindo!) e chegamos à famosa Champs-Elysèes. As lojas impressionam, assim como a quantidade de pessoas, todas tão diferentes, cada uma falando um idioma, mas todas encantadas com as ruas, as fachadas e todo o charme da avenida mais famosa do mundo. Depois de andar muito (mas foi muito mesmo!) vi aquele que seria um dos meus monumentos preferidos (não sei se posso dizer isso... todo foram um dos preferidos... mas esse impressionou demais!): o Arco do Triunfo! É gigantesco. É sensacional. É quase inacreditável. Eu olhava, olhava, olhava, e não conseguia absorver tudo aquilo, todos os detalhes, toda aquela grandiosidade. Só de lembrar, fico arrepiada. Nossos pés já não agüentavam e pegamos o metrô para o destino final da noite – detalhe: eram quase 22h e estava começando a escurecer! Saí da estação do metrô perguntando “pra que lado fica a torre? Já me avisem pra eu não perder nem um segundo”. E quase que instantaneamente, olho pro lado e vejo: o principal símbolo francês, ali, na minha frente, naquele céu que começava a ficar escuro e ela lá, grandiosa, iluminada, simplesmente maravilhosa. Deu vontade de sair pulando, gritando, rindo, não sei. Foi emocionante. Muitas pessoas estavam no Trocadèro, observando aquele monumento de ferro iluminado, que não deixava olhar pra outro lugar. E a gente conseguiu se infiltrar ali, com jeitinho, e chegar à beira do mirante. Foi quando a iluminação da torre Eiffel se transformou em milhares de pontos luminosos que dançavam à nossa frente. Um espetáculo certamente inesquecível. Muito cansadas, com a cabeça confusa com aquelas 5 horas de diferença no fuso horário, voltamos pro hotel, pra longas (NOT!) 6 horinhas de sono. Às 2h30 da manhã – horário do Brasil – e 7h30 – horário local – saíamos do hotel em direção à Sacre Coeur, uma surpresa emocionante, uma igreja maravilhosa, enorme, que me deixou encantada e, mais uma vez, boquiaberta. De lá, avistamos nossa próxima parada: o Tour Montparnasse. De metrô, atravessamos a cidade e chegamos nesse prédio, de aproximadamente 210 metros de altura, de onde tivemos uma visão inesquecível da cidade luz. Pra qualquer lugar que se olhasse, um suspiro era inevitável. Só fez dar mais vontade de correr pra dar tempo de conhecer tudo aquilo! E foi o que fizemos... descemos (em um dos elevadores mais rápidos do mundo) e fomos caminhando até o Hotel dês Invalides, que, com a sua cúpula dourada, conseguiu tirar mais alguns “nossa! Não acredito! Que coisa linda” da minha boca. Dali, passamos em uma padaria e compramos um lanche, que fomos comer logo depois de passar pela Escola Militar, ali, sentadas no jardim, aos pés da torre Eiffel. Agora eu a via de outro ângulo, e durante o dia. Não sei dizer em qual dos dois momentos ela consegue ser mais perfeita. Passar por baixo dela foi sensacional, de fazer impressionar qualquer um. Agora estávamos a caminho do nosso último programa em Paris: o Louvre, agora por dentro. Mas antes, decidimos aproveitar um pouco mais e pegamos o barco, num rápido passeio pelo rio Sena... Impressionante como, nessa cidade, até as pontes conseguem ser monumentos – e há muuuuitas delas! No primeiro domingo de cada mês, a entrada nos museus da cidade são gratuitas. O que isso significa? Muita, mas muita fila! Demoramos 50 minutos para conseguirmos entrar no Louvre. Mas, pra mim, pareceram 5. Mais uma vez, fiquei ali, impressionada com a fachada indescritível do museu. Lá dentro, muito pra ver, muito pouco tempo. O que se diz é verdade: seria preciso uma semana inteira pra ver cada obra daquele museu gigantesco. Ficamos lá dentro algumas horas e, mesmo sabendo que tinha ainda tanto pra ser visto, digo com muita certeza que foi um dos melhores momentos da minha vida. Enquanto estava lá dentro, não acreditava muito no que via... lembro que pensava “affff.. claro que isso não é um Leonardo DaVinci, é uma réplica.... Nunca que essa é a Vênus de Milo, fala sério! Ah, ta bom que isso é um Vernet de verdade, sei...”. Acho que eu não acreditava que todas aquelas obras que eu sempre admirei, que estudei, que tudo aquilo estava na minha frente, ao meu alcance... minha vontade era sentar ali e ficar pra sempre apreciando cada milímetro de cada obra que eu via. Até que o relógio marcou o horário combinado e o corpo já não agüentava mais. Era hora de ir. Voltamos pro hotel, tomamos um banho, arrumamos as malas. Mal acreditava que tinha chegado e agora já era hora de voltar. Mais horas de vôo, mais sono improvisado, mais escala (dessa vez no Rio) e já estávamos em São Paulo. Um pouco mais tarde, a gente já se despedia e eu voltava pra BH, enquanto a Beta ia pra Varginha.
Cheguei em casa muito cansada, morrendo de saudade do Yuri, cheia de coisas pra contar e fotos pra mostrar, mas o cansaço falou mais alto e fomos logo pra cama, dormir um sono pesado – mas que ainda não foi suficiente! E agora, escrevendo esse texto, parece que estou contando um filme que vi. Até agora não acredito que conheci todos esses lugares, que vi, ouvi, senti e vivi tudo isso... Foi simplesmente maravilhoso. E, mesmo tendo sido de verdade, com certeza foi um sonho.

Obs.: prima, esse post é inteiramente dedicado a você, que me proporcionou momentos inesquecíveis e uma viagem que, com certeza, mudou minha vida. Nem sei como te agradecer. Mas vou começar com um “muito obrigada”.