Semana passada, recebi o e-mail “o que é ser Belo Horizontino”. Já havia recebido um assim quando morei em Varginha, e é realmente divertido quando a gente lê algo da cidade e se lembra de algum caso ou pelo menos sabe onde fica tal lugar. E, por acaso, nesse mesmo dia, fui pra Furnas – ou seja, tive muito tempo a toa naquelas 5 horas dentro do ônibus – e fiquei pensando como seria bacana um texto desse tipo que falasse sobre Furnas, um lugar tão especial, tão diferente. Então, here we go!
Ser Furnense é:
- Saber que todo mundo pensa que qualquer lugar banhado pelo Lago de Furnas se chama Furnas e ter que falar sempre “ah, sim, mas não é lá que eu moro”.
- Saber como é viver sem pagar contas de água, luz e telefone.
- Lembrar que existia um orelhão amarelo com aparelho de telefone preto, de onde a gente podia discar os três números e falar com qualquer pessoa dentro do acampamento sem pagar nada.
- Saber exatamente o que é “acampamento”.
- Lembrar de quando tinha que discar o 9 e falar com a telefonista pra pedir ligações pra qualquer outra cidade.
- Lembrar como era difícil conseguir essas ligações em dias como Natal e Dia das Mães.
- Saber o que significam siglas como CREF, CRAF, FAF, CTE, LAME.
- Saber o que é uma piscicultura – você provavelmente foi lá em uma visita escolar.
- Ter estudado na Escola Infantil Recanto Feliz e na Escola Estadual de Furnas.
- Saber quem são a Dona Sônia, Maristela, Vânia, Esméria, Carminha, Surama, Tia Enir, Tia Patrícia, Tia Lurdinha, Tia Lucélia, Tia Luciene, Tia Neide, Tia Patrícia...
- Já ter feito Educação Física com a Tia Marli ou a Tia Edma, de short vermelho e blusa da escola.
- Ter feito catequese com a Tia Ica.
Ser Furnense é:
- Saber que todo mundo pensa que qualquer lugar banhado pelo Lago de Furnas se chama Furnas e ter que falar sempre “ah, sim, mas não é lá que eu moro”.
- Saber como é viver sem pagar contas de água, luz e telefone.
- Lembrar que existia um orelhão amarelo com aparelho de telefone preto, de onde a gente podia discar os três números e falar com qualquer pessoa dentro do acampamento sem pagar nada.
- Saber exatamente o que é “acampamento”.
- Lembrar de quando tinha que discar o 9 e falar com a telefonista pra pedir ligações pra qualquer outra cidade.
- Lembrar como era difícil conseguir essas ligações em dias como Natal e Dia das Mães.
- Saber o que significam siglas como CREF, CRAF, FAF, CTE, LAME.
- Saber o que é uma piscicultura – você provavelmente foi lá em uma visita escolar.
- Ter estudado na Escola Infantil Recanto Feliz e na Escola Estadual de Furnas.
- Saber quem são a Dona Sônia, Maristela, Vânia, Esméria, Carminha, Surama, Tia Enir, Tia Patrícia, Tia Lurdinha, Tia Lucélia, Tia Luciene, Tia Neide, Tia Patrícia...
- Já ter feito Educação Física com a Tia Marli ou a Tia Edma, de short vermelho e blusa da escola.
- Ter feito catequese com a Tia Ica.
- Sair da aula e correr pra casa da Terezinha pra comprar chup-chup - os de leite eram uma sensação!
- Fazer unha com a Maguinha e cortar o cabelo com a Vandete ou com o Mário.
- Lembrar da Loja Azul e Rosa, Kaline e loja da Dona Aurita.
- Fazer unha com a Maguinha e cortar o cabelo com a Vandete ou com o Mário.
- Lembrar da Loja Azul e Rosa, Kaline e loja da Dona Aurita.
- Lembrar de comprar na Panificadora Fama - pra nós, simplesmente 'padaria' - com a caderneta no nome do nosso pai (uma da capa meio cor de laranja).
- Ter feito aula de natação com o Luiz Carlos.
- Conhecer o doutor Carlos, doutor Jorge e doutora Márcia, ser atendido por eles te chamando pelo nome e perguntando como estão seus pais.
- Ter tratado de dente com o Quinzinho e feito perícia com o Haruo.
- Ter ido muito ao hospital fazer exame de piscina – e nunca sabia se precisava ir de roupa de banho ou não.
- Lembrar de entrar nas casas dos vizinhos pela porta dos fundos, sem precisar bater ou gritar – era simplesmente ir entrando. Mesmo que a pessoa não estivesse.
- Esperar ansiosamente o fim da aula pra brincar de pique esconde, alerta, queimada, reunindo todas as crianças da rua.
- Se você era criança, lembrar de brincar sem preocupações e, se você era pai, saber que realmente não precisava se preocupar com a segurança das crianças que brincavam na rua.
- Ter um aperto no peito quando passa pelo CREF e vê aquele prédio abandonado.
- Ter ido a muitas festas juninas, de 15 anos e festas dos funcionários no FAF.
- Ter ficado preso na gaiola de bambu verde em alguma festa junina e já ter recebido ou mandado “correio elegante” – que era feito em papel de mimiógrafo da escola.
- Rir quando alguém te pergunta se sabe nadar – já que você mora do lado do Quebra Anzol, já nadou muito ‘nas corredeira’ e no pocinho.
- Saber exatamente onde é “as P”, a “cento e vinte”, “os pernilongo” e a vila.
- Saber que o lugar mais frio de Furnas é o comecinho do Tobogã, perto do cinema – e saber o que é o Tobogã.
- Já ter ido a apresentações teatrais, de balé e formaturas no cinema.
- Ter se formado no cinema, com filmagem do Pardini.
- Lembrar da reinauguração do cinema, em 1998, com o filme Twister – completamente lotado, com pessoas sentadas até no chão.
- Lembrar das seções de cinema às quartas e sábados, com entrada a R$ 0,50.
- Entender e compartilhar a animação e ansiedade pelo Baile Hawaí.
- Ir pra rua antes do Baile Hawaí e, depois, ir tomar café na padaria.
- Saber que a rodoviária, na verdade, é uma banca de jornal. E mesmo assim chamar de rodoviária.
- Saber o que é Real Grandeza.
- Já ter pego o ônibus do Moacir pra ir pra Passos, pra estudar no Objetivo, no CIC, Status ou Del Rey.
- Saber onde é o Can Can e a Barra.
- Já ter ido ‘curtir a night’ na Ventania – chamada pelo íntimos de Ventosa.
- Já ter ido pra exposição de Piumhi e pro Carnaval de Capitólio.
- Saber que o Campão lota em dia de Bola e Viola e sempre sair de lá prometendo que não volta mais – e mesmo assim voltar todos os anos.
- Saber onde é a “caixinha” e já ter passado horas por lá só batendo papo – principalmente quando ainda existia aquela árvore linda lá.
- Saber que o supermercado se chama Muradas – e por que se chama assim.
- Já ter feito caminhada no caminho do aeroporto.
- Conhecer as “lendas” e casos de assombração da Casa de Visitas.
- Já ter ido ver o pôr-do-sol no VHF – e saber que muitos vão lá pra outras coisas.
- Lembrar da emoção de conseguir encostar o pé no fundo da piscina do CRAF e morrer de medo, porque diziam que um menino tinha morrido lá porque foi puxado pelo ralinho.
- Ir à feira na terça e comer pastel de queijo e carne na barraca da Dona Marta.
- Conhecer o doutor Carlos, doutor Jorge e doutora Márcia, ser atendido por eles te chamando pelo nome e perguntando como estão seus pais.
- Ter tratado de dente com o Quinzinho e feito perícia com o Haruo.
- Ter ido muito ao hospital fazer exame de piscina – e nunca sabia se precisava ir de roupa de banho ou não.
- Lembrar de entrar nas casas dos vizinhos pela porta dos fundos, sem precisar bater ou gritar – era simplesmente ir entrando. Mesmo que a pessoa não estivesse.
- Esperar ansiosamente o fim da aula pra brincar de pique esconde, alerta, queimada, reunindo todas as crianças da rua.
- Se você era criança, lembrar de brincar sem preocupações e, se você era pai, saber que realmente não precisava se preocupar com a segurança das crianças que brincavam na rua.
- Ter um aperto no peito quando passa pelo CREF e vê aquele prédio abandonado.
- Ter ido a muitas festas juninas, de 15 anos e festas dos funcionários no FAF.
- Ter ficado preso na gaiola de bambu verde em alguma festa junina e já ter recebido ou mandado “correio elegante” – que era feito em papel de mimiógrafo da escola.
- Rir quando alguém te pergunta se sabe nadar – já que você mora do lado do Quebra Anzol, já nadou muito ‘nas corredeira’ e no pocinho.
- Saber exatamente onde é “as P”, a “cento e vinte”, “os pernilongo” e a vila.
- Saber que o lugar mais frio de Furnas é o comecinho do Tobogã, perto do cinema – e saber o que é o Tobogã.
- Já ter ido a apresentações teatrais, de balé e formaturas no cinema.
- Ter se formado no cinema, com filmagem do Pardini.
- Lembrar da reinauguração do cinema, em 1998, com o filme Twister – completamente lotado, com pessoas sentadas até no chão.
- Lembrar das seções de cinema às quartas e sábados, com entrada a R$ 0,50.
- Entender e compartilhar a animação e ansiedade pelo Baile Hawaí.
- Ir pra rua antes do Baile Hawaí e, depois, ir tomar café na padaria.
- Saber que a rodoviária, na verdade, é uma banca de jornal. E mesmo assim chamar de rodoviária.
- Saber o que é Real Grandeza.
- Já ter pego o ônibus do Moacir pra ir pra Passos, pra estudar no Objetivo, no CIC, Status ou Del Rey.
- Saber onde é o Can Can e a Barra.
- Já ter ido ‘curtir a night’ na Ventania – chamada pelo íntimos de Ventosa.
- Já ter ido pra exposição de Piumhi e pro Carnaval de Capitólio.
- Saber que o Campão lota em dia de Bola e Viola e sempre sair de lá prometendo que não volta mais – e mesmo assim voltar todos os anos.
- Saber onde é a “caixinha” e já ter passado horas por lá só batendo papo – principalmente quando ainda existia aquela árvore linda lá.
- Saber que o supermercado se chama Muradas – e por que se chama assim.
- Já ter feito caminhada no caminho do aeroporto.
- Conhecer as “lendas” e casos de assombração da Casa de Visitas.
- Já ter ido ver o pôr-do-sol no VHF – e saber que muitos vão lá pra outras coisas.
- Lembrar da emoção de conseguir encostar o pé no fundo da piscina do CRAF e morrer de medo, porque diziam que um menino tinha morrido lá porque foi puxado pelo ralinho.
- Ir à feira na terça e comer pastel de queijo e carne na barraca da Dona Marta.
- Lembrar de ir às 19h pro CREF, pra discoteca de criança e saber que, quando às luzes se acendiam às 21h30, era hora de ir pra casa, porque ia começar a discoteca dos adultos (e morrer de vontade de ficar pra saber como era).
- Saber que quem arrasava nas discotecas como DJs eram o Antônio Marcos e o Jacó.
- Já ter ido a um show do Perdidos na Noite ou Mistura de Pele e achar o máximo.
- Saber que a programação de domingo à noite era sair da missa e ir direto para a única lanchonete da cidade - mesmo que não fosse comer nada!
- Saber quem é o Zé das Véia.
- Saber que a lista telefônica de Furnas é tamanho A5 e tem 6 páginas.
- Ser acostumado com as marcas na grama, porque lá todo mundo ‘corta caminho’.
- Lembrar de todas as casas padronizadas, sem muro, estilo vila americana.
- Achar sua casa no Google Earth em menos de 10s.
- Achar linda aquela igrejinha que mais parece uma capela e saber que ela é ‘grande’ o suficiente.
- Saber que os nomes das ruas são os nomes das cidades banhadas pelo Lago.
- Saber que, não importa onde você esteja agora, não existe nenhum lugar igual a Furnas.
- Ser acostumado com as marcas na grama, porque lá todo mundo ‘corta caminho’.
- Lembrar de todas as casas padronizadas, sem muro, estilo vila americana.
- Achar sua casa no Google Earth em menos de 10s.
- Achar linda aquela igrejinha que mais parece uma capela e saber que ela é ‘grande’ o suficiente.
- Saber que os nomes das ruas são os nomes das cidades banhadas pelo Lago.
- Saber que, não importa onde você esteja agora, não existe nenhum lugar igual a Furnas.
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