segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Festchênha


Alguém da turma tem um sítio. Um sabe tocar baixo, o outro toca bateria, um canta, aquele outro toca guitarra. Óh, uma banda! E não se esqueça que tem também DJ. Muita gente querendo uma bagunça e uma desculpa pra se reunir. Pronto: fez-se uma festa de fim de ano.
Foi muito bom. Ótimo sair da rotina do final de semana e ir pra um lugar pra beber, comer cachorro quente (ok, ok, tinha churrasco também... mas eu gostei demais do cachorro quente) e dar muita risada com os amigos. Tinha gente que a gente vê todo dia, gente que a gente nunca viu e até gente que já tá fazendo falta por aqui. A banda recém-formada se apresentou e arrasou, mas cantou só um pouquinho. Podia ter rolado mais umas 50 músicas, mais ou menos. Depois, uma parte da galera dançou até falar chega no mesmo ritmo que comandava o pisca-pisca da luz (sonho de ter uma iluminação de boate).
Hoje o dia foi dedicado às fotos. Quem não foi olha de ladinho, querendo saber o que poderia ter sido tão engraçado. Quem foi olha com medo do que pode ver nas fotos ao mesmo tempo que se diverte, lembrando de tanta bobeira. É. Mais uma festa de fim de ano. Eita, coisa boa!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Domingo de sol


Tem gente que merece passar o domingo em casa assistindo Faustão. Final de semana maravilhoso. Muito sol, muita água, muitas risadas, família reunida, tudo de bom. Domingo em Furnas com sol, não dá: tem que ir pra alguma beira d’água. Foi o que a gente fez. A pele mais que vermelha não me deixa negar (e olhem, estou no auge da minha morenice – graças ao Australian Gold, né prima?). No sábado, uma cachoeira bem gostosa e, por sorte, não tinha muita gente. No domingo, fomos um pouquinho mais longe (bem pouquinho... uns 15km), direto pra Lagoazul. A intenção era ficar por lá, mas descobrimos um passeio de escuna e não resistimos. Foi maravilhoso. Mesmo tendo nascido em Furnas, não me canso de olhar aquela imensidão, aquela água verde, as montanhas... apreciar cada pedacinho da paisagem me faz sentir mais perto de Deus. Nas paradas, ao chegarmos nos principais pontos da rota de duas horas, não dava mesmo pra resistir. Era esperar a escuna desligar os motores e cair logo na água. Acho que 80 metros de profundidade é o bastante pra nós. Entrar embaixo daquela água gelada que caía das pedras é mesmo revigorante. Não há stress que não desapareça... O problema é olhar pra dentro do barco e ver alguns seres completamente deslocados, balançando as cabeças de forma negativa e fazendo comentários indignados ao ver os que pulavam do barco e se 'arriscavam' nas águas. Pular sem colete, então! Nossa Senhora! Era quase uma infâmia. Dava pra rir daquela bobeira, de tão inacreditável que parecia aos nossos olhos. A pessoa vai a um passeio de barco, está diante de um dos lugares mais lindos desse país e não consegue nem colocar o pé na água!? Foi fazer o quê ali, meu filho? O auge foi quando a filha (pelo menos eu acho que era filha) retrucou, nervosinha, enquanto três garotinhas pulavam felizes no lago “ai, que saco! Tão me molhando!”. É... se ali, naquele lugar perfeito, com pessoas animadas, uma energia mais que positiva, aquele calor, a pessoa acha ‘um saco’ umas gotinhas daquela água cristalina, imagino que tem mesmo quem mereça ficar em casa vendo Faustão.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Vai lá, então...


Sempre fui uma pessoa de textos. Tenho diários com detalhes até dos dias mais monótonos de anos e anos. Tanto sou dos textos que hoje estou aqui =) Sempre gostei dos textos dos outros, também. Acho que por isso tinha aqueles diários que toda menina deve ter tido, onde as amigas escreviam versinhos decorados, mas que a gente achava o máximo. E é num desses versinhos que tenho pensado muito. Segundo aquelas letras desenhadas com canetas cor-de-rosa perfumadas, “existem pessoas que passam e deixam um pouco de si. Existem pessoas que passam e levam um pouco de nós. Mas existem pessoas que passam em nossas vidas e ficam para sempre”. Coisa de adolescente ou não, é nisso que tenho pensado.
Reencontrei algumas pessoas importantes que não via há tempos; conheci novas pessoas maravilhosas, com as quais tenho aprendido muito e, agora, algumas delas estão indo embora. Em pouco tempo já são duas. Vendo as meninas irem pra outro canto, lutando pelo reconhecimento que certamente merecem, lembro de uma outra menina, que também decidiu que era hora de partir. Essa outra menina era eu, no começo deste ano. A decisão já estava tomada há tempos e, quando chegou a hora, vi o quanto era difícil não estar mais ali. As pessoas que deixamos pra trás, a convivência, tudo. É realmente impossível conter lágrimas, abraços e risadas – tudo misturado. O inevitável “não some” sai da boca de todo mundo. Um recado tão simples, mas que exprime uma vontade tão grande. Não some. A convivência já não será a mesma, as conversas serão mais rápidas e nem vai sobrar tempo pras bobagens de todo dia, responsáveis por momentos inesquecíveis. A amizade certamente continua forte, cheia de vontade de reencontros e cheia de saudade. Mas às vezes o ‘não some’ não chega e some com a pessoa.
Essa menina aqui, que já esteve do outro lado, na euforia da partida, agora tem ficado desse lado de cá. Meu marido sempre dizia “é muito mais difícil pra quem fica” e eu não achava, porque também sofria ao ir embora. Mas agora que já experimentei os dois lados, acho que ele tinha mesmo razão.


Saudade dos amigos que ficaram onde não estou mais.
Boa sorte aos amigos que estão indo (sejá lá pra onde for).
E vamos aproveitar todo o tempo que temos por aqui, amigos queridos.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Combina?


Já ouvi que tenho cara de muita coisa. Cara de mimada, de metida, de nojenta, de brava... algumas dessas coisas posso ser, assumo (umas mais que outras ou com mais freqüência), mas tem outra que escuto muito... “Você tem uma cara de menininha”. Não sei bem o que isso significa, mas já ouvi várias vezes, em situações e lugares diferentes, de pessoas que nem se conheciam (e muitas que também não me conheciam – ainda). O engraçado é que mais ouço essa frase quando alguém se surpreende por conhecer algo que eu goste ou não e que não me deixa com essa imagem de “menininha”. Foi muito comum ouvir quando decidi fazer minha primeira tatuagem, mas o mais engraçado, se assim posso chamar, é a surpresa de alguns quando ouvem o que gosto de ouvir. Não é segredo pra ninguém que adoro música pop e que sou super hiper mega fã de BSB. E acho que isso é o que todo mundo espera mesmo que seja comum pra uma ‘menininha’ como eu. Mas quando alguém me vê escutando músicas mais pesadas, começam aqueles olhões arregalados e sempre um “é mesmo?” ou “você não tem cara que gosta disso”. O mais engraçado foi quando uma ex-aluna que trabalhava comigo me olhou com uma cara hilária (isso era comum dela) e disse “Professora Helena... (eles me chamavam assim... quem agüenta?) você ouve Marylin Manson? Por essa eu não esperava”.
O gosto pelo estilo musical vem muito do meu pai, que ouvia Metallica e Guns com a gente no colo, mas ao mesmo tempo curtia REM e Dire Straits. Acho que misturei a fase “menina-de-13-anos-adoro-pop” com a barulhada que os meus irmãos gostavam de ouvir. Não sei nem se tem explicação, mas sei que não preciso. Adoro música com batidas pesadas, pessoas gritando e muito barulho. Mas também adoro musiquinhas fofas e batidinhas pop super fáceis de decorar. Não sei qual é mais a minha cara, mas, citando aquela famosa comunidade do Orkut, ouvir rock me acalma.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Eu atraí uma borboleta?


Sempre tive medo de insetos. Mesmo morando em uma pseudo cidade, onde esses bichinhos eram mais numerosos que as pessoas, eles sempre me assustaram. Tenho medo desses seres tão pequenos que quase nunca sei identificar. Talvez por ter sido tão alérgica às formigas quando criança (fui parar no hospital quatro vezes por causa dessas criaturinhas tão pequenas. Os calombinhos que hoje aparecem somente no local da picada cobriam meu corpo, entortavam orelhas, inchavam os lábios e quase fechavam minha garganta. Sim, era sério. Viva o tratamento médico que me tirou daquela vida de carregar injeção de adrenalina na bolsa da mamis). Um bichinho que sempre me causou um certo “sai daqui” é a tal da bruxa. Sim, essa que você tá pensando. Aquela borboletinha pequenina, meio marrom. Ai, não sei. Adoro borboletas, mas fico com medo, meio olhando de canto de olho quando divido um cômodo com uma bruxa...
Na semana passada, enquanto eu lavava louça uma borboleta entrou pela janela. Vi que ela tentava sair, mas a luz que vinha daquela janela de vidro parecia confundir seus olhinhos (borboletas têm olhos?) e ela ficava batendo e se debatendo sem conseguir sair. Eu fiquei ali, com as mãos ensaboadas, sem coragem de colocar as mãos naquele bichinho tão frágil, com medo de machuca-la ou até matar a pobrezinha (confesso... um medinho de encostar)... mas foi um momento tão gostoso. Tão simples. Tão... admirável. Aliás, acho que admirável pelo fato de ser tão simples. Apenas uma borboleta que errou seu caminho e ficou alguns segundos dentro da minha cozinha. Alguns segundos que me fizeram repensar se vou tentar espantar a próxima bruxa que for atraída pra dentro da minha casa...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Fim de semana


Matei a saudade! Enfrentei ônibus na madrugada e mochila pesada, mas fui pra casa. Deu pra gastar bem as horas e ainda fiz meu papel de cidadã consciente e votei. Foi ótimo. A família todinha reunida, muita conversa na mesa, na hora do almoço. Só desgrudei da barra da saia da minha mãe pra visitas rápidas aos amigos que não poderia deixar de ver, abraçar e colocar pelo menos um pouquinho do papo em dia. Pra um final de semana perfeito, ficaram faltando duas coisas. A primeira foi o maridão, que aproveitou e foi fazer uma visita na outra casa dele. Mas tudo bem, isso já tinha sido combinado. A outra coisa que ficou faltando... foi o sol! Sacanagem... dias e dias sonhando com a água gelada da cachoeira enquanto derretia por aqui, num calor quase inacreditável... e neste final de semana, quando eu estava tão perto daquele tanto de água, com um monte de gente junto comigo, todos ansiosos, querendo aproveitar ao máximo, a única água que vimos foi aquela que não parava de cair do céu. E o mais interessante foi voltar pra cá na segunda de manhã olhando aquele céu limpinho limpinho, sem nenhuma nuvem, e ainda chegar em casa com um ombro queimado pelo sol que batia na janela do busão. E eu que cheguei a pensar que começaria a semana com um pouquinho mais de pigmentação em minha pele...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

*suspiros*


... adivinha quem voltou pra casa?
Já tava com tanta saudade!...