segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Fim de semana com peixe assado


Já se passaram quatro meses. Mas parece que só nesse final de semana caiu minha ficha. Eu ali, quentinha, debaixo do edredom, assistindo à programação de domingo (e viva a TV a cabo!) e aquela chuvinha fina batendo na janela. Ele, ali do lado, na cozinha – que na nossa casa é quase integrada à sala. O cheiro era maravilhoso... aqueles temperos que só ele sabe fazer mexiam comigo, avisando a fome que valia esperar mais um pouquinho. Ele ali, todo lindo, mexia comigo toda hora. Brincava, falava bobeira, cantarolava. E eu rindo. Muito. Não conseguia me concentrar naquele seriado bobo que eu adoro ver. Meus olhos não saíam da cozinha. Da nossa cozinha. E ele cozinhando pra mim. E me fazendo agrados e afagos e chamegos que não acabavam mais. E pouco antes daquela refeição maravilhosa, parece que minha ficha caiu: meu marido... Essa é a nossa casa. Eu estava no nosso sofá. E você cozinhou no nosso fogão. Olha só como tá nossa vida! Acho que não imaginava tudo isso. Mas sei que a gente merece. A gente merece ser assim... tão feliz.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Saudade








Tô com saudade de casa. Não da minha casa, porque saí de lá há apenas duas horas (apesar de que já to até com uma saudadezinha, sim). Tô com saudade da minha outra casa, da minha cidade, da minha família, dos meus cachorros, dos meus amigos de infância. Os dias são cada dia mais corridos, os horários mais loucos, a vontade de descansar é maior a cada final de semana – e cinco horas dentro de um ônibus não á algo muito confortável e relaxante. Fora a grana, que sempre é curta. Parecem desculpas, mas não são. E nem sei como já deixei passar tanto tempo sem ir pra lá. As conversas diárias ao telefone amenizam um pouco a saudade, mas não são suficientes. Quero ir pra casa. Quero matar a saudade.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Coisa minha


Quem me conhece sabe: não gosto de amarelo. Roupas, acessórios, quadros, móveis, até anúncios e logomarcas... seja onde for, o amarelo me incomoda quando resolve dar as caras. Nada contra aqueles que gostam... aliás, pra ser sincera, algumas vezes isso também me incomoda! Mas de um jeito estranho – quando vejo alguém com uma roupa amarela, por exemplo, não gosto. Acho que porque me imagino com a roupa, não sei. E não dá pra uma pessoa tão branquela colocar uma roupa amarela sem parecer anêmica, não é verdade? E fico pensando “com tantas cores, como é que uma pessoa escolhe o amarelo?”...
Depois de um tempão apostando em roupas pretas e acessórios sempre em cores neutras, estou numa fase colorida. Quero tudo cheio de cor, alegre, vivo. Confesso que não sou apaixonaaaada pelo marrom, mas convivo com ele. E adoro as outras cores todas. Exceto o amarelo, claro.
E hoje pela manhã, voltando da academia, vi uma mulher que varria a varanda da casa, cheia de flores que caíram da árvore. Enquanto olhava, pensei “um dia também vamos morar em uma casa gostosa, com quintal e uma árvore florida como aquela, que vai deixar o chão coberto de flores”. E só depois de alguns segundos me dei conta: as pequenas flores eram amarelas. E isso não me incomodou... me fez continuar o resto do caminho com um sorriso bobo no rosto, pensando que, mesmo amarelas, as flores conseguem me inspirar.



sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Tá doeeendo!


Ai. Há uma semana, meu corpo dói. E eu adoro. Não, eu não sou sadomasoquista... eu [finalmente] voltei a malhar! Depois de seis meses de muitas mudanças, pouco tempo e um cadinho de enrolação, voltei. Comecei na segunda, cheia de vontade. Agora, com as manhãs livres, além da aula, dá tempo de fazer também musculação. Dói. Dói. Cansa. Dormir tarde, acordar cedo. Correria. Mas vale muito a pena! Acordar e ir pra academia me deixa muito bem disposta o dia todo. Não sei como explicar, mas quanto mais cansada, mais fôlego. E acho que isso acontece com todo mundo que faz atividade física – qualquer coisa, desde que mexa o corpo. É bom demais! Até pra subir aquele morrinho na esquina de casa, já percebo a diferença – agora ele é pequeno perto dos pulos no jump ou as pedaladas que simulam uma subida quase sem fim.
Há uma semana sinto dor nos braços, nas pernas, na barriga... acho que até as orelhas doem, meio que por osmose. Mas essa dor é boa. Vai resultar em mais saúde e auto-estima. E nada melhor que essa combinação pra encarar o dia-a-dia com muita animação.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Pra você


A gente se conheceu e foi uma semana naquela de “será que você também quer?”. Depois do primeiro beijo, achei que a gente não iria mais se ver, afinal, eu nunca havia encontrado alguém como ele. Mas o que aconteceu foi exatamente o contrário. A partir dali, não passamos sequer um dia sem aqueles encontros maravilhosos, que foram se tornando cada vez mais íntimos, mais intensos, mais necessários, até que se tornaram essenciais. Não dava mais pra ficar sem ele, não dava mais pra pensar em como seriam os dias sem os momentos em que estávamos juntos. E eu me perguntava “será que estou preparada pra isso?” e logo veio a resposta. Sim, eu estava pronta. E ele também. Parece que passamos muito tempo esperando por aquilo, que agora acontecia a cada dia, diante dos nossos olhos. E a cada encontro, a cada conversa, a cada troca de carinhos, tinha mais certeza. Certeza do que eu queria, do que eu fazia, do que eu tinha agora em minha vida. Algumas vezes, cheguei a sentir um pouco de medo de ter uma relação tão maravilhosa... o que poderia acontecer? Mas o medo passou e deu lugar à certeza de que não daria errado, porque era exatamente o que deveria ser: um relacionamento maravilhoso entre duas pessoas que se respeitam, se querem, se admiram e se amam muito.
Depois de tanto tempo, continuam o respeito, a vontade, a admiração e o amor. Depois de tantas coisas que passamos juntos, esses sentimentos parecem mais fortes e presentes a cada dia. Não conheço as palavras ideais para expressar o que sinto, tamanha a gratidão à Deus por colocar em meu caminho uma pessoa tão incrível. O que costumo dizer é que prometo passar o resto da vida fazendo o possível e o impossível pra tentar fazê-lo tão feliz quanto ele me faz. E essa promessa eu adoro ter que cumprir.

Parabéns, meu amor, pelos cinco anos e meio de namoro (sim, marido também é namorado... e o melhor: pra sempre!). Eu amo você.



terça-feira, 26 de agosto de 2008

A casa tá mais cheia


Agora tanto faz chegar em casa cansada com os pés doendo, ou simplesmente estar em busca de um lugar pra me aconchegar. Agora, sim... agora temos um sofá! Coisa tão simples, não é mesmo? Quando pensamos em sala, logo vem a imagem do sofá. Mas a nossa sala ficou alguns meses com aquele espaço vazio, esperando pra ser preenchido. Primeiro foi a correria – mudança de casa, mudança de emprego (mudança até de estado civil, não vamos nos esquecer!). Depois foi a falta de grana, que foi somada ao fato de nossos horários não coincidirem e termos que trabalhar aos sábados. Finalmente, num dia quase milagroso, conseguimos percorrer a tal avenida, famosa por suas (quase) infinitas lojas com tudo o que a gente quer ou precisa pra nossas casas. Ok, confesso que algumas coisinhas nem eu iria querer, mas são a minoria. Compensou pegar tantos cartões, sentar em tantos sofás, prometer compra a tantas pessoas (juro, não foi por maldade. É que, na próxima loja, a gente se apaixonava por outro sofá). Até que a gente encontrou. Perfeito. Cabia na nossa sala e no nosso orçamento. Sim, é este, vamos levar. Escolhida a cor, a posição ideal pra sala, o tecido, notinha assinada. Agora era só esperar pelos 20 dias que o fabricante geralmente pede pra entregar o produto. “Deve chegar antes”, disse o vendedor. E nós, claro, esperávamos todos os dias pela ligação dele, dizendo que chegaria ‘amanhã’. E esse amanhã chegou exatamente depois de 20 dias. Já estava até com saudade de ver aquele sofá, que nem era meu, até o momento em que os dois homens entraram em casa e colocaram o sofá na sala. Perfeito. Lindo. Exatamente como tinha imaginado. Ou melhor. E confortável – claro! Tinha que ser, pra um casal tão TV, como diz minha prima. Muito confortável. E nada como um sábado inteiro deitadinhos no nosso sofá, como se fosse uma festa de estréia. E, melhor ainda, uma noite com pizza, vinho e filme no nosso sofá, o mais novo integrante da família.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

... and I'm waiting


Amanhã, mais uma espera gostosa na nossa nova casa: chega o tão aguardado sofá =)
Tenho a impressão de que, na segunda-feira, pode aparecer por aqui um post sobre outro novo sentimento - ver a nossa sala de TV completinha e lindona. Pronta pra receber nosso cansaço, nossa preguiça, nossas risadas e nossos amigos.
Viva fim de semana!