sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Do nosso jeito


"Amor, às vezes eu fico pensando que é muita injustiça o que acontece com a gente." Ele me olha como se não entendesse, já que, pra ele, parece que nada de injusto está acontecendo conosco. "Não, amor... olha só... eu não entendo muito bem como pode ser isso... enquanto escuto as pessoas contando problemas, narrando brigas, joguinhos, ofensas que acontecem em seus relacionamentos... a gente tá aqui... todo dia... desse jeito..." E ele de novo me olha como se perguntasse 'que jeito?'. Mas não dá tempo de responder. Ele entende o que eu quis dizer e a gente se perde embaixo das cobertas... daquele jeito...

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sensação tão boa...


Quando conheci e comecei a gostar de Backstreet Boys, minhas amigas também gostavam – e muito! E era uma delícia. A gente passava hoooooras vendo nossas fitas VHS [to véia!], ouvindo os CDs ou simplesmente falando sobre eles. Depois me mudei de cidade... e me mudei de novo... e outra vez! E acabei perdendo esses momentos de interação com outros fãs. Nunca deixei de ouvir meus CDs, procurar notícias sobre eles, ver vídeos [viva YouTube!], mas, no começo do ano, aconteceu algo que mudou tudo. Além de ver de novo, depois de 8 anos, minha banda preferida ao vivo [e, meu Deus! As músicas são ainda melhores ao vivo!], conheci pessoas que mudaram tudo. Hoje, de novo, depois de tantos anos, tenho todo dia, junto comigo, muitos fãs de BSB que vivem comigo cada novidade, vibram comigo a cada nova música [e depois, quando elas não são mais tão novas, continuam vibrando], entendem e fazem piadinhas que passariam batidas em qualquer outra rodinha... e é simplesmente delicioso ter isso de novo nos meus dias.

Obs.: meu This Is Us [CD novo!] chegou hoje. Dá pra ver a alegria pela foto, né?

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Diálogo de uma quarta-feira à noite


Vendo TV, deitados no sofá, depois de um jantar gostoso e muitas risadas.


- Amor, olha aqui, quero te falar uma coisa.
- Pode falar (sem tirar os olhos da TV)
- Não! Olha aqui! Você tem que olhar nos meus olhos pra eu falar!
- Ahhnnnn?.... (com um olhar impaciente, que quase ninguém sabe que faz parte de uma brincadeirinha)
- Olha aqui! É importante!
- É bom ser muito importante mesmo! (de novo, do mesmo jeito... E depois se vira e olha nos olhos)
- Sabe o que é? Eu só queria dizer que sou muito feliz por dividir todos os meus dias com você. Principalmente porque eu sei que você também é muito feliz por dividir seus dias comigo.

Silêncio. Só sorriso no rosto e olhinhos brilhando.

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

No escuro


Já falei mil vezes, e ainda sei que vou falar tantas outras mais... mas não me acostumo com os finais de semana longe do Yuri! Mesmo depois de passarmos dois anos morando longe e tendo só os finais de semana pra ficarmos juntinhos, simplesmente não consigo achar “normal” ficar longe dele por dois dias. E aconteceu de novo nesse final de semana. Mas os dois dias passaram bem rapidinho, as ligações e o colo da família enganaram um pouco a saudade. E lá estava eu, quando anoitecia, chegando em casa, doida pra que a próxima hora passasse bem rapidinho, pra ver ele entrando pela porta do nossa apartamento. Mal sabia eu... chego em casa e a lâmpada não acende. Eu penso “deve ter queimado” e tento outro interruptor. E nada. Muito estranho, já que todo o prédio, inclusive o corredor do meu andar, estavam com suas lâmpadas acesas. Desço até a entrada do prédio e encontro um lindo recado da CEMIG, contando que haviam cortado o fornecimento de energia ao nosso apartamento... na sexta-feira! Ai ai... eu achando que chegaria em casa e ficaria numa boa com o Yuri, chego e encontro uma confusão! Quando entro, percebo: a casa está alagada – sim, a geladeira descongelou e... bom... se a geladeira descongelou... sim, eu perdi tu-do que havia lá dentro. Melhor nem comentar. Yuri chegou – também achando que ficaria numa boa, coitado... tsc tsc tsc... Depois de longos minutos ao telefone com algum atendente da CEMIG, ele sai pra comprar algo pra gente comer – já que não tinha mais nada em casa, porque perdemos (repito) tu-do que estava na geladeira. E não é que a noite de confusão, chatices, banho gelado, cozinha alagada e muita comida estragada e jogada fora se transformou em uma noite romântica? Comemos sentados no chão do nosso quarto, enquanto ríamos dos causos do final de semana. E à luz de velas, claro. Afinal... o que mais poderíamos ter feito?
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

31 de agosto


Amigos queridos... meus 24 aninhos ficaram pra trás! ;D Recebi mtas demonstrações de carinho hoje, de tantas pessoas... isso com certeza deixou meu dia ainda mais feliz! Por isso, pra representar todas essas pessoas e todas essas mensagens, coloco essa aqui, que acabou de chegar da minha amiga de quarentena, a Gabi rsrs


Quelina!! Hoje é o seu aniversário!!! Que dia mais feliz!

O sol brilhou mais forte, os pássaros cantaram mais alto e os LÍRIOS desabrocharam...
E, COM CERTEZA, os BSB hje vão escrever uma música linda e decidirão fazer 3 shows em BH: sexta, sábado e domingo..
E vc conseguirá comprar o treco dificil, que tem que apertar F5 387x lá...SoundTrack (?!?!?!?) SoundXek... SoundKep... Enfim, vc sabe!
Que os chocolates estejam mais gostosos, que o Yuri esteja ainda mais amoroso (e que isso seja pra sempre)!

Que o Ricardo esteja mais legal e entenda que NÓS é que somos os publicitários...
Que vc aprove 30 ações! As de aniversário, de setembro, de natal E as do começo de ano!
Que seu salário suba 4x
Que vc veja todas as séries que ama, que o capítulo da novela hj seja SENSACIONAL e que a aula de jump queime, de uma vez, 5.000 calorias!
Que vc dê mtas risadas, que o Matyola faça o melhor teatrinho com bonecos da história e que o Victor faça os storyboards mais lindos do mundo pra vc!

HOJE É O SEU DIA!!!
E vc merece demais que ele seja o dia mais perfeito do mundo!
Tá vai, pode num ser ASSIIIIM uma brastemp, como eu planejei...
MAS EU DESEJO QUE AS PEQUENAS COISAS TE FAÇAM FELIZ!
Os sorrisos, os abraços, os emails (esse!!!), as músicas, o vento...
Que tuuuudo hoje conspire ao seu favor!!!

Vc merece demais da conta Quel!!!

EU AMO MTOOOOO VC! (MTO MESMO!)

Milhares de beijos!!! (assim que eu puder te abraçar, eu darei MIL abraços e bjus (e presente!) pessoalmente!). Mas aqui... presente não é mil não! É um só! Hahahahahaha!

BEIJOOOOOOS!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Mais fotos de Paris ;D

Já faz quase um mês e ainda me pego pensando em tudo que vi naquele fim de semana que valeu por anos! Passam flashes pela minha cabeça, como aqueles que passam pelas cabeças de personagens de filmes. Vejo pedaços de monumentos, restaurantes, cafés, os jardins aos pés da Torre Eiffel. Nem preciso fechar os olhos pra lembrar na minha dificuldade em acreditar na grandiosidade do Arco do Triunfo, no que me fez sentir a Notre Dame, na loucura do metrô, a imensidão do Louvre. E ainda o cansaço ao chegar no hotel, misturado à discrença e uma sensação maravilhosa, uma felicidade imensa. Então, como os flashes que passam pela minha cabeça, estão aqui mais alguns flashes daqueles dois dias que ainda me deixam de boca aberta.
Catedral de Notre Dame

Fachada da praça do Louvre


Fachada do Louvre

Jardins do Louvre


Arco do Triunfo



Torre Eiffel à noite, vista do Trocadero




Sacre Coeur, vista do Montparnasse e Hotel des Invalides




Aos pés da Torre Eiffel

Entrando no Louvre
Interior do Louvre



terça-feira, 4 de agosto de 2009

Fim de semana em Paris

Ouvi de uma amiga que sempre arranjo coisas pra fazer nos finais de semana. Mas acho que esse bateu o recorde! Um final de semana em Paris! Até eu acho difícil acreditar quando me ouço dizendo que passei o fim de semana em Paris... e, meu Deus, foi simplesmente sensacional! Já esperava e planejava há tempos, mas a possibilidade foi se tornando real há pouco mais de um mês, com telefonemas, datas marcadas, folga negociada, passaporte em mãos, malas prontas e, muito de repente, chegou o dia!
Fui pra São Paulo na sexta de manhã e a Beta já me esperava no aeroporto. Almoçamos e corremos de volta pra lá, pra tentar adiantar a passagem. Tivemos alguns minutos de desespero depois de ouvir que eu não conseguiria embarcar por uma diferença de nomes no passaporte e na passagem, mas, ainda bem, foram só minutos! Logo a confusão se desfez e eu estava com a passagem em mãos! Às 19h45 o avião saia de Guarulhos com destino a... PARIS! Uma (não tão) breve escala em Recife, filmes, seriados, altos cochilos e quase 14 horas depois, ouvi do comandante “senhoras e senhores, sejam bem vindos a Paris”. Era muita empolgação, emoção, ansiedade, tudo junto, ao mesmo tempo que nem acreditava que estava ali. Uma passada muito rápida no hotel (baaanho, por favor!) e direto pro metrô! Ao chegar naquela ruazinha estreita, ainda não tinha caído a minha ficha e eu tentava fazer com que meu cérebro a assimilasse tudo aquilo, dizendo pra mim mesma “você está em Paris! Esta é uma ruazinha de Paris!”. Tudo é simplesmente incrível. Cada prédio, cada rua, cada esquina... tudo é monumental, histórico, único. Eu estava maravilhada. Olho pra frente e escuto da Beta “A Notre Dame” e eu pensando se aquilo era mesmo real. A igreja é maravilhosa! Enorme! Quando entramos, estava acontecendo uma missa, e o som daquele órgão misturado àquelas colunas gigantescas, vitrais impressionantes e imagens sacras centenárias eram demais pra minha cabeça. Lindo. Lindo. Só aquilo já teria valido o passeio. Mas tinha muito mais. Muito mais! Fomos caminhando até o Louvre (até hoje acho surreal dizer que fui caminhando até o Louvre, mas fui!). O museu já estava fechado, mas a sua fachada já valeria um ingresso. Não consigo explicar. É simplesmente impressionante. Maravilhoso. Achei que ia chorar naquele momento. Estava diante de algo que eu sempre sonhei conhecer e quase não acreditava. Depois de babar olhando aquilo tudo, passamos pelos jardins do Louvre (enorme! Muito lindo!) e chegamos à famosa Champs-Elysèes. As lojas impressionam, assim como a quantidade de pessoas, todas tão diferentes, cada uma falando um idioma, mas todas encantadas com as ruas, as fachadas e todo o charme da avenida mais famosa do mundo. Depois de andar muito (mas foi muito mesmo!) vi aquele que seria um dos meus monumentos preferidos (não sei se posso dizer isso... todo foram um dos preferidos... mas esse impressionou demais!): o Arco do Triunfo! É gigantesco. É sensacional. É quase inacreditável. Eu olhava, olhava, olhava, e não conseguia absorver tudo aquilo, todos os detalhes, toda aquela grandiosidade. Só de lembrar, fico arrepiada. Nossos pés já não agüentavam e pegamos o metrô para o destino final da noite – detalhe: eram quase 22h e estava começando a escurecer! Saí da estação do metrô perguntando “pra que lado fica a torre? Já me avisem pra eu não perder nem um segundo”. E quase que instantaneamente, olho pro lado e vejo: o principal símbolo francês, ali, na minha frente, naquele céu que começava a ficar escuro e ela lá, grandiosa, iluminada, simplesmente maravilhosa. Deu vontade de sair pulando, gritando, rindo, não sei. Foi emocionante. Muitas pessoas estavam no Trocadèro, observando aquele monumento de ferro iluminado, que não deixava olhar pra outro lugar. E a gente conseguiu se infiltrar ali, com jeitinho, e chegar à beira do mirante. Foi quando a iluminação da torre Eiffel se transformou em milhares de pontos luminosos que dançavam à nossa frente. Um espetáculo certamente inesquecível. Muito cansadas, com a cabeça confusa com aquelas 5 horas de diferença no fuso horário, voltamos pro hotel, pra longas (NOT!) 6 horinhas de sono. Às 2h30 da manhã – horário do Brasil – e 7h30 – horário local – saíamos do hotel em direção à Sacre Coeur, uma surpresa emocionante, uma igreja maravilhosa, enorme, que me deixou encantada e, mais uma vez, boquiaberta. De lá, avistamos nossa próxima parada: o Tour Montparnasse. De metrô, atravessamos a cidade e chegamos nesse prédio, de aproximadamente 210 metros de altura, de onde tivemos uma visão inesquecível da cidade luz. Pra qualquer lugar que se olhasse, um suspiro era inevitável. Só fez dar mais vontade de correr pra dar tempo de conhecer tudo aquilo! E foi o que fizemos... descemos (em um dos elevadores mais rápidos do mundo) e fomos caminhando até o Hotel dês Invalides, que, com a sua cúpula dourada, conseguiu tirar mais alguns “nossa! Não acredito! Que coisa linda” da minha boca. Dali, passamos em uma padaria e compramos um lanche, que fomos comer logo depois de passar pela Escola Militar, ali, sentadas no jardim, aos pés da torre Eiffel. Agora eu a via de outro ângulo, e durante o dia. Não sei dizer em qual dos dois momentos ela consegue ser mais perfeita. Passar por baixo dela foi sensacional, de fazer impressionar qualquer um. Agora estávamos a caminho do nosso último programa em Paris: o Louvre, agora por dentro. Mas antes, decidimos aproveitar um pouco mais e pegamos o barco, num rápido passeio pelo rio Sena... Impressionante como, nessa cidade, até as pontes conseguem ser monumentos – e há muuuuitas delas! No primeiro domingo de cada mês, a entrada nos museus da cidade são gratuitas. O que isso significa? Muita, mas muita fila! Demoramos 50 minutos para conseguirmos entrar no Louvre. Mas, pra mim, pareceram 5. Mais uma vez, fiquei ali, impressionada com a fachada indescritível do museu. Lá dentro, muito pra ver, muito pouco tempo. O que se diz é verdade: seria preciso uma semana inteira pra ver cada obra daquele museu gigantesco. Ficamos lá dentro algumas horas e, mesmo sabendo que tinha ainda tanto pra ser visto, digo com muita certeza que foi um dos melhores momentos da minha vida. Enquanto estava lá dentro, não acreditava muito no que via... lembro que pensava “affff.. claro que isso não é um Leonardo DaVinci, é uma réplica.... Nunca que essa é a Vênus de Milo, fala sério! Ah, ta bom que isso é um Vernet de verdade, sei...”. Acho que eu não acreditava que todas aquelas obras que eu sempre admirei, que estudei, que tudo aquilo estava na minha frente, ao meu alcance... minha vontade era sentar ali e ficar pra sempre apreciando cada milímetro de cada obra que eu via. Até que o relógio marcou o horário combinado e o corpo já não agüentava mais. Era hora de ir. Voltamos pro hotel, tomamos um banho, arrumamos as malas. Mal acreditava que tinha chegado e agora já era hora de voltar. Mais horas de vôo, mais sono improvisado, mais escala (dessa vez no Rio) e já estávamos em São Paulo. Um pouco mais tarde, a gente já se despedia e eu voltava pra BH, enquanto a Beta ia pra Varginha.
Cheguei em casa muito cansada, morrendo de saudade do Yuri, cheia de coisas pra contar e fotos pra mostrar, mas o cansaço falou mais alto e fomos logo pra cama, dormir um sono pesado – mas que ainda não foi suficiente! E agora, escrevendo esse texto, parece que estou contando um filme que vi. Até agora não acredito que conheci todos esses lugares, que vi, ouvi, senti e vivi tudo isso... Foi simplesmente maravilhoso. E, mesmo tendo sido de verdade, com certeza foi um sonho.

Obs.: prima, esse post é inteiramente dedicado a você, que me proporcionou momentos inesquecíveis e uma viagem que, com certeza, mudou minha vida. Nem sei como te agradecer. Mas vou começar com um “muito obrigada”.